quinta-feira, 6 de maio de 2010

Relatório final e autoavaliação


SEE/MG – Superintendência de Ensino de Januária
GESTAR II - ÁREA: Língua Portuguesa
Professor formador: Florência Vieira Pacheco Andrade


Avaliação do Programa Gestar II

 
O Programa Gestão da Aprendizagem Escolar – GESTAR II – do qual participamos, contemplou a teoria e a prática com a linguagem oral e escrita, configurando um dos eixos de grande importância para a ampliação das possibilidades de inserção e participação do educando nas diversas práticas sociais, favorecendo a interação com os outros e o desenvolvimento do pensamento.
Aprender uma língua não é somente aprender as palavras, mas também os seus significados culturais, e com eles, os modos pelos quais as pessoas do seu meio sócio-cultural entendem, interpretam e representam a realidade.
Ao promover experiências significativas de aprendizagem os professores cursistas propiciaram o desenvolvimento dos seus alunos de forma harmoniosa, tornando-os autônomos, capazes e criativos. Além da sua formação permanente e as inúmeras possibilidades de aperfeiçoamento pessoal e profissional nas horas de estudo individual ou em nossos encontros presenciais, capacitando-os para o trabalho e para a vida.
Assim sendo, percebemos que o programa atingiu seu objetivo específico que é associar teoria e prática, dando enfoque à linguagem como fenômeno cultural, no qual a língua é o principal fator de estudo. Esse foi o diferencial do Gestar como curso de formação continuada, associar teoria e prática.
O Gestar teve como objetivo maior possibilitar ao professor a busca pela valorização pessoal e profissional, e isso aconteceu de forma prazerosa, orientada e efetiva.
Nas oficinas todos os professores reconheceram a qualidade do material apresentado nas TPs e perceberam que a formação continuada é necessária para o profissional da educação que reflete sobre sua prática docente e sobre sua atuação na escola, com seus alunos e na sociedade.
Contudo, avaliaram que o tempo para a realização e aplicação dos “Avançando na Prática” das TPs e até mesmo o estudo das TPs não foi suficiente. O intervalo entre uma oficina e outra foi curto, ocasionando algumas reclamações, desanimo e sensação de sobrecarga, tendo em vista que a escola realiza outras atividades e que alguns fatores pessoais e internos acabam por atrasar o processo. As realidades são diferentes e as experiências também.
Outro ponto negativo considerado por todos foi a falta de recursos para reprodução do material para os alunos. Muitos não contaram com o apoio do diretor e do supervisor, mesmo estando cientes do processo, já que a equipe da S.R.E enviou ofícios orientando a todos sobre o Gestar II. A falta de parceria foi um problema. Faltou interação entre a S.R.E e os Gestores das escolas participantes.
Quanto a nós, professores formadores do Gestar, tivemos três encontros presenciais com a formadora da UNB, Tamar Rabelo. O suporte pedagógico e o material de apoio fornecido por Tamar e pelo CFORM para a realização das oficinas com nossos professores cursistas foram essenciais. Nossas oficinas foram programadas e planejadas com riqueza de material e de dinamismo.
Por ser uma formação semipresencial e fundamentada na teoria e nos pressupostos da educação à distância, visando à autonomia e o estudo independente é que a nossa formadora optou por nos avaliar através de blog, um diário eletrônico.
O blog foi criado por cada professor formador de Língua Portuguesa e lá estão postados todos os relatórios referentes às oficinas desenvolvidas, além das nossas reflexões, textos e vivências ...
Realizamos no dia 17/04/10 a última oficina. Foi uma oficina de avaliação com duração de quatro horas. Esteve presente nesse dia a equipe da S.R.E para acompanhamento dos trabalhos finais. Os professores apresentaram os projetos desenvolvidos em suas escolas para todos os participantes.
Os projetos contemplaram o tema leitura e escrita e sua metodologia envolveu atividades práticas com os alunos. Pudemos apreciar as apresentações e avaliar através dos depoimentos dos professores que o Gestar contribuiu consideravelmente para a mudança da prática pedagógica de todos. A metodologia voltada para a interação constante entre alunos e professor, oferecendo possibilidades de progresso não só como leitor e escritor, mas também como interlocutor foi o ponto chave para o sucesso do desenvolvimento da prática em sala de aula.
O estudo e o trabalho com os gêneros textuais da TP 3 foram eleitos os melhores, pois causou inquietação e para construir conhecimento é preciso haver inquietação. As discussões foram riquíssimas e a participação foi muito boa.
Avaliamos ainda, os portifólios dos professores cursistas estabelecendo critérios para a emissão de conceito avaliativo EXCELENTE, ÓTIMO e BOM de acordo com a apresentação do memorial profissional, memorial de leitor, relatórios reflexivos dos “Avançando na prática”, relatórios dos encontros e projeto pedagógico com fundamentação teórica.
Concluímos nosso trabalho no programa Gestar II com a sensação de dever cumprido e de ter possibilitado e mediado a mudança em muitos professores.
Penso que não finalizamos nada, pois estaremos sempre buscando o melhor e iniciando ou dando continuidade à novas aprendizagens.
Abraços,
Profª. Florência Vieira







terça-feira, 4 de maio de 2010

Fotos da Oficina de avaliação

Cursistas apresentando seus projetos e autoavaliação do programa.

Eu, Edleuza( esquerda)  e Patrízia  e Maria Geralda representando a S.R.E. de Januária.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Sugestões de leituras





Língua, texto e ensino
 Outra escola possível
Irandé Antunes

Irandé Antunes  apresenta algumas, mas significativas respostas para a queixa dos professores que necessitam de auxílio nas aulas de Língua Portuguesa.





                                    
[RE] DISCUTIR TEXTO, GÊNERO E DISCURSO
Inês Signorini (org.)
Ana Christina Bentes
Renato Cabral Rezende
Evando Nascimento
Lucia Santaella
Roxane Rojo
Dominique Maingueneau
Flávia Biroli


Parodia, Parafrase E Cia

Coleção: Princípios
Autor: SANT'ANNA, Affonso Romano de
Editora: Ática
Assunto: Lingüística



Boa leitura!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Relatório da TP6

Tipo de Oficina: TP 06 – Leitura e Processos de Escrita II

• Data: 20/03/10

• Carga: 8 horas

“Lemos para saber, para compreender, para refletir. Lemos também pela beleza da linguagem, para nossa emoção, para nossa perturbação. Lemos para compartilhar. Lemos para sonhar e para aprender a sonhar.”



José Moraes. A arte de ler. São Paulo:Unesp,1996,p.12.

Realizamos no dia 20/03/10 as oficinas com a TP6 - Leitura e Processos de Escrita II – na Escola Estadual Pio XII. Nosso primeiro momento foi assistir a mensagem “Bom dia” em slides para criar um momento de harmonia e satisfação em todos e dessa forma chegar ao final do dia mais felizes.

Após alguns informes gerais demos início aos relatos de experiência dos “Avançando na Prática” da TP6. Os professores relataram que o trabalho com o texto argumentativo em muitas turmas teve que ser adaptado em função do ano/série e da dificuldade em identificar marcas de argumentatividade na organização dos textos e consequentemente na produção de textos escritos, porém conseguiram realizar as atividades através da oralidade, principalmente nas turmas de 6º ano, e concluíram que é necessário criar estratégias de leitura e escrita, pois se trata de um processo que deve ser construído e fomentado em sala de aula. Observaram ainda, que nesse aspecto as atividades do Gestar II propiciarão o alcance dos objetivos em desenvolver habilidades de leitura e escrita.

Esses foram seus últimos relatos de experiência com as TPs e deixaram evidenciado o desejo de continuar trabalhando na perspectiva do Gestar, contudo, com calma, pois concluíram que o tempo para realizar as atividades foi curto e causou certa tensão em todos.

Esclarecemos que estamos encerrando uma etapa de encontros presenciais, mas que a aprendizagem e a busca incessante por conhecimento devem pautar o trabalho do educador e desejamos que o material do Gestar fizesse realmente a diferença no espaço escolar e na vida dos alunos.

O estudo da TP6 – unidade 21, argumentação - teve como ponto de partida o livro “Zoom”. A discussão sobre ponto de vista deu margem para o estudo da argumentatividade que tem por finalidade convencer ou persuadir o interlocutor a respeito de alguma ideia ou comportamento. Nas unidades 22 e 23 discutimos e refletimos sobre as estratégias utilizadas no planejamento, escrita, revisão e edição textual. Para isso, é necessário estabelecer estratégias de releitura, reflexão e compreensão do que se escreve e do que se lê. Já na unidade 24 – a última do Gestar II, Literatura para adolescentes - utilizamos o livro virtual "Olha o olho da menina", texto de Marisa Prado e ilustração de Ziraldo. A discussão foi fervorosa em virtude da questão da leitura não ser uma prática constante na vida dos nossos alunos da maneira que gostaríamos que fosse. Porém, destacamos que nosso alunado lê mais do que pensamos, mesmo que não seja uma leitura de qualidade, ainda sim ele lê. Por isso a escola tem um papel fundamental nesse processo, porque é ela que dará condição ao aluno de exercer sua cidadania e por em prática sua habilidade de leitura e escrita na sociedade em que vive.

Nesse sentido utilizamos os slides fornecidos por nossa formadora Tamar e que trata de estratégias de leitura. O material foi produzido a partir do livro Estratégias de leitura de Isabel Solé; tradução Claudia Schilling. Diante dele, percebemos que as estratégias de leitura são procedimentos de ensino, então é preciso ensinar estratégias para a compreensão de textos. O objetivo é ajudar nossos professores a promover nos alunos a utilização de estratégias que lhes permitam interpretar e compreender os textos escritos de forma competente.

Muitos professores destacaram que o trabalho com a literatura para adolescentes fica prejudicado por falta de acervo nas bibliotecas das escolas. Muitas vezes o acesso ao livro é restrito, o ambiente não é propício e o próprio professor não é instrumento de motivação porque ele não é um leitor. E aí o exemplo fala muito.

É necessário dar espaço privilegiado para a leitura e para o livro de literatura. Compartilho com Bartolomeu Campos Queirós a mesma idéia.

“Há trabalho mais definitivo, há ação mais absoluta do que essa de aproximar o homem do livro?”

Penso que a leitura é uma porta aberta para o conhecimento, é sentido de vida, é fonte de prazer, é sustentação e equilíbrio da mente. Portanto devemos entendê-la como um ato prazeroso e, antes de tudo, fundamental. E ainda, concordando com as ponderações de Fanny Abramovich (1997, p.16), quando ela diz que ―Ser leitor é ter um caminho absolutamente infinito de descoberta e de compreensão do mundo [...]‖ deixo expresso meus sentimentos e ideais de convicção de quão importante é a leitura no âmbito escolar e na vida do educador.

As oficinas 11 e 12 das páginas 219 e 223 foram realizadas num único momento. Os grupos foram divididos e cada um realizou a atividade proposta pela oficina em razão do tempo. Foram discutidos os aspectos pertinentes a cada atividade com sucesso e participação de todos.

Finalizamos nosso dia com a avaliação da página 223 da tp6 e informamos sobre nossa próxima oficina, que acontecerá dia 17/04/10. Será uma oficina de avaliação e para isso os professores deverão preparar uma apresentação dos projetos desenvolvidos nas escolas e relatarem suas experiências e impressões positivas e/ou negativas com o Gestar II.

Desejamos a todos bons dias até o nosso encontro.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Sugestões

Olá, pessoal!
Aqui estão algumas sugestões de sites que poderão nos auxiliar no trabalho com a Língua Portuguesa e a Literatura. É só conferir e por em prática as ideias.

Língua Portuguesa

De Carona com a Poesia

http://www.moderna.com.br/moderna/literatura/caronapoesia

Site dirigido aos alunos do Ensino Médio. A partir da leitura de poemas de autores como Castro Alves, Mário de Andrade, Ferreira Gullar e Mário Quintana, oferece uma série de atividades, como a participação em um fórum no qual os jovens podem dar sua opinião sobre o texto, dicas para uma reflexão sobre o poema, biografia e bibliografia do poeta. Na seção ‘Aluno não entra’ estão dicas de trabalho para os professores. Em ‘Criação literária’, professor e alunos podem saber mais sobre poesia e os principais recursos de linguagem utilizados pelos autores, além de dicas para a leitura de poemas.

 
Nossa Língua Portuguesa. Programa Alô Escola da TV Cultura.

http://www.tvcultura.com.br/aloescola/linguaportuguesa/index.htm

Com base em análises de textos, filmes publicitários, histórias em quadrinhos, poemas e letras de música, feitas pelo prof. Pasquale Cipro Neto, esta página aborda os seguintes temas: variantes lingüísticas, fonologia, ortografia, acentuação, morfologia, sintaxe, estilística, significação das palavras e outros casos da Língua Portuguesa.

 
Ponto com Poesia. Programa Alô Escola da TV Cultura.

http://www.tvcultura.com.br/aloescola/literatura/poesias/index.htm

Coletânea de poemas e canções da MPB de autores e períodos diversos. Cada texto é seguido de breve análise, literária e gramatical, que aponta interessantes caminhos para apreciar a poesia.

 
Literatura. Programa Alô Escola da TV Cultura.

http://www.tvcultura.com.br/aloescola/literatura/index.htm

São apresentadas vida e obra de autores consagrados na literatura brasileira.

Gramática e Literatura em Língua Portuguesa

http://www.10emtudo.com.br/portugues_1.asp

Dispõe de conceitos, exemplos e exercícios sobre os tópicos estudados no Ensino Médio em Gramática e Literatura brasileira e portuguesa. Apresenta também resumos e análises de obras literárias.

Interpretação de Textos

http://www.10emtudo.com.br/redacao _interpretacao_de_texto_1.asp

Oferece sugestões para interpretação de textos em Língua Portuguesa.

Encontro com autores - literatura juvenil

http://www.edukbr.com.br/leituraeescrita/marco02/jautores.asp

Contém biografia, entrevistas e textos do autor homenageado no mês. Além disso, traz uma brincadeira relacionada a personagens de histórias conhecidas e sugestões de atividades para os professores interessados em abordar o tema.

Sua língua

http://educaterra.terra.com.br/sualingua/

Traz lições de gramática, expressões latinas, formas corretas de escrever, testes, artigos e curiosidades da Língua Portuguesa.

 
Literatura Brasileira

 
Educaterra

Conteúdo com os vários movimentos e períodos importantes da Literatura Brasileira, do barroco aos autores contemporâneos.

http://www.terra.com.br/literatura/index.htm

Destaca-se no endereço a aula virtual de Literatura:

http://www.terra.com.br/literatura/aulavirtual/aulavirtual_ja.htm



segunda-feira, 8 de março de 2010

Dia Internacional da Mulher





Nascimento:13/12/1935
Natural:Divinópolis - MG
Nome: Adélia Prado




Com licença poética
      Adélia Prado

Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
 — dor não é amargura.
  Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
 Mulher é desdobrável. Eu sou.






Oficina Livre - 27-02-10


Mensagem de reflexão



A Pedra

O distraído nela tropeçou...

O bruto a usou como projétil.

O empreendedor, usando-a, construiu.

O camponês, cansado da lida, dela fez assento.

Para meninos, foi brinquedo.

Drummond a poetizou.

Já, Davi, matou Golias, e Michelangelo extraiu-lhe a mais bela escultura...

E em todos esses casos, a diferença não esteve na pedra, mas no homem!

Não existe "pedra" no seu caminho que você não possa aproveitá-la para o seu próprio crescimento.

Independente do tamanho das pedras, no decorrer de sua vida, não existirá uma, que você não possa aproveitá-la para seu crescimento espiritual. Quanto a sua pedra atual, tenho certeza que Deus irá te dar sabedoria, para mais tarde você olhar para ela, e ter orgulho da maravilhosa experiência que causou em sua vida, no seu crescimento espiritual.

Abençoado dia para você!!!

Autor Desconhecido



Realizamos mais uma oficina livre no dia 27/02/10, na Escola Estadual Pio XII. Iniciamos com uma mensagem de reflexão sobre crescimento espiritual, pois percebemos que mesmo sendo início de ano muitos professores estão completamente desmotivados.

O foco dessa oficina foi projeto. Novamente discutimos e esclarecemos alguns pontos importantes e Fundamentais para a finalização do programa Gestar II. O projeto deve ser de preferência interdisciplinar, a ser implementado em sala de aula, apresentando a estrutura da página 51 do guia geral.

O fato é que muitos professores ainda não deram início ao seu projeto, outros não apresentaram fundamentação teórica, cronograma ou aspectos que se fazem necessários ao projeto. Alguns não sabem nem o que irão realizar, apesar de todas as orientações dadas. Outros realizaram o projeto, mas não registraram alguns dados, o trabalho está com sua parte escrita comprometida. Dessa forma, detectamos inúmeras situações que devem ser revistas.

Portanto, aproveitamos e formamos grupos para fomentar a discussão, para auxiliar quem estava com dificuldades, para fundamentar as ideias e por no papel a parte escrita, ou seja, organizar as ideias teóricas para efetivá-las na prática.

Ressaltamos que o programa está chegando ao fim e que no nosso próximo encontro realizaremos as oficinas da última TP, que é a TP 6.

Assim sendo, desejamos bom trabalho e sucesso nas atividades do projeto e da TP 6.







domingo, 7 de março de 2010

Fotos da atividade extra no Centro de Artesanato de Januária

Januária - Cultura, Arte e Turismo

Com o charme mineiro e um 'q de interior, Januária está localizada ao norte do Estado de Minas Gerais e às margens do rio São Francisco. A cidade de clima quente foi imortalizada por Guimarães Rosa, no clássico da literatura brasileira, "Grande Sertão: Veredas". Na obra, traduzida para mais de dez idiomas, o município é citado 17 vezes pelo escritor mineiro.
A região é repleta de grutas, parques, praias de água doce, cachoeiras e tem o único pântano do estado. Desta forma, a mãe-natureza Criou o palco perfeito para uma prática de ecoturismo e turismo de aventura. Januária é uma cidade tipicamente brasileira pois sua base cultural é composta por influências portuguesas, negras e indígenas.


Visita ao Centro de Artesanato



 Professsores cursistas
Arte regional
Palestra sobre o trabalho ligado a arte e a cultura.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Calendário Gestar II - 2010

Cronograma das próximas oficinas do Gestar II
  • Data prevista:  27/02/10
  • Carga horária:  4 horas
  • Tipo de Oficina:  Livre

  • Data prevista: 20/03/10
  • Carga horária: 8 horas
  • Tipo de Oficina: TP 06

  • Data prevista: 17/0/410
  • Carga horária: 4 horas
  • Tipo de Oficina: Avaliação

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Relatório da TP 2



“A palavra como se sabe é um ser vivo.”
Victor Hugo

 
 
No dia 12/12/09 realizamos as oficinas 3 e 4 da TP 2 - Análise linguística e Análise literária. Iniciamos com o vídeo “O poder da visão” e logo após abrimos a discussão sobre o mesmo. Os professores cursistas atentaram para o fato de direcionarmos nosso olhar para o novo, para mudanças, para a aprendizagem significativa e para o aluno que nos motiva e com o qual lidamos diariamente.

Logo após repassamos os informes gerais sobre projeto, freqüência e portifólio, pois há situações de professores que se encontram com algumas pendências e comprometimentos como a freqüência dos encontros presenciais. Ressaltamos que a participação e o comprometimento com as atividades das TPs são essenciais para o sucesso do programa, para a aprendizagem e para os relatos de experiência das aplicações dos avançando na prática. Vale lembrar que o Gestar é um programa de teoria e prática e, portanto deve ser estudado, discutido e desenvolvido por todos com o objetivo de descobrir e diagnosticar os avanços e as dificuldades dos nossos alunos com a língua portuguesa e, a partir daí buscar soluções para essas dificuldades.

Para trabalhar com a unidade 5 da TP 2 – Gramática: seus vários sentidos - apresentamos slides para motivar a nossa discussão sobre as várias acepções que a palavra gramática tem nos estudos lingüísticos e como a confusão entre essas acepções pode gerar dificuldades de ensino-aprendizagem da língua. Os professores demonstraram interesse pelo assunto e deixaram evidenciado que não adotam uma prática tradicional e gramaticista que apenas visa à decoração de regras e que de nada serve ao aluno no uso funcional da língua. Realizamos com muito segurança a oficina 3 realizando a atividade com textos.

Já no segundo momento do dia tratamos da arte, suas características e em especial a arte da palavra escrita, a literatura. Discutimos sobre arte, realizamos a oficina 4 e desenvolvemos a proposta de interpretação de texto. Aproveitamos o momento para realizarmos uma atividade extraclasse. Visitamos o Centro de Artesanato de Januária e ouvimos uma palestra sobre o trabalho com a arte regional.

Encerramos nosso dia com uma avaliação positiva sobre os nossos encontros e falamos sobre nossa próxima oficina que acontecerá agora dia 27/02/10.

Final de ano letivo não é fácil, mas conseguimos alcançar nossas metas em todos os encontros e por isso finalizamos com uma oração de agradecimento, votos de fé, sucesso e muito entusiasmo no ano de 2010.


Vamos recomeçar nossas atividades do Gestar II - Ano letivo/ 2010

Recomeçar


Não importa onde você parou …
em que momento da vida você cansou…
o que importa é que sempre é possível e necessário “Recomeçar”.
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo…
é renovar as esperanças na vida e o mais importante…
acreditar em você de novo…
Sofreu muito nesse período? Foi aprendizado.
Chorou muito? Foi limpeza da alma.
Ficou com raiva das pessoas? Foi para perdoá-las um dia.
Tem tanta gente esperando apenas um sorriso seu para “chegar” perto de você.
Recomeçar…
hoje é um bom dia para começar novos desafios.
Onde você que chegar?
Ir alto… sonhe alto…
queira o melhor do melhor…
pensando assim trazemos pra nós aquilo que desejamos…
Se pensarmos pequeno coisas pequenas teremos ….
Já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente lutarmos pelo melhor, o melhor vai se instalar em nossa vida.
“Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura.”






Carlos Drummond de Andrade

domingo, 7 de fevereiro de 2010


Por que arte?



Você talvez nem se lembre, mas com certeza, desde bem pequeno se expressa através da arte, desenhando, cantando, dançando ou representando.
A arte faz parte da vida de todos nós. Se hoje podemos saber melhor como viviam os homens da pré-história, é porque eles nos deixaram seus desenhos e objetos, que não deixam de ser manifestações artísticas.
Hoje em dia, a fotografia, o cinema, a televisão, que também são manifestações artísticas, registram nosso modo de viver, nossas descobertas, nossos problemas, etc.

Quem faz arte?

A arte é coisa inventada pelo homem e requer habilidade e criatividade.
Muita gente acha que os artistas, ou seja, os que produzem arte, já nascem dotados dessas duas qualidades e pronto. Pode até ser que isso seja um pouco verdadeiro, mas é fundamental que ele aprenda e trabalhe muito. Imagine um pintor que não saiba nada sobre cor, forma e composição. Seria a mesma coisa que um escritor que não conhecesse bem a língua. Eles teriam, com certeza, maior dificuldade para se expressar, certo?
P ara nos expressarmos através da arte, é preciso que a estudemos e a pratiquemos bastante. Mesmo que você não queira ser artista, o exercício da arte fará de você uma pessoa com uma visão maior e também com mais conhecimento e sensibilidade para analisar e entender o mundo em que vivemos. E o que é exercitar a arte? É você experimentar e produzir diferentes trabalhos e técnicas e também apreciar as imagens, saber interpretá-las e formar opinião sobre elas.
Então, vamos começar a fazer nossas artes?

*Fonte desconhecida

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

3ª Etapa de Formação - GESTAR II

Fotos da nossa 3 ª Etapa de Formação
Belo Horizonte - MG
Data: 23 e 24 de novembro de 2009

O nosso encontro foi excelente. Compreendeu um clima de satisfação avaliação, troca de experiências e despedida. O Gestar conseguiu mudar muitos conceitos, ampliar saberes, Promover amizades e motivar-nos para o ensino / aprendizagem da Língua Portuguesa sob um novo olhar. Olhar que Permite ao professor assumir uma postura de pesquisador e Tornar o espaço da sala de aula um lugar de aprendizagem efetiva.

Tamar e Edleuza
Áurea, Edleuza e eu.





Oficina Livre e avaliação- Data: 14/11/09

“Nós vos pedimos com insistência:
não digam nunca
isso é natural.

Sob o familiar,
descubram o insólito.
Sobre o cotidiano, desvelem o inexplicável.
Que tudo que é considerado habitual
provoque a inquietação.
Na regra, descubram o abuso.
E sempre que o abuso for encontrado,
encontrem o remédio.”
Bertolt Brecht




A inquietação provocada pela oficina passada sobre variantes lingüísticas motivou-nos para a realização desta oficina livre, na qual pudemos discutir e aprofundar nossos conhecimentos sobre este assunto.


Para motivação inicial utilizamos o vídeo com a música “Another brick in the wall - Pink Floyd”, a partir dela pudemos refletir sobre o nosso papel enquanto educadores. Logo após, sugerimos que os professores cursistas respondessem algumas questões pertinentes às variantes lingüísticas. O objetivo era contrapor a visão que os professores têm sobre o assunto com a opinião do renomado professor da UNB Marcos Bagno e defensor das variedades lingüísticas. O nosso texto base para esta discussão foi a entrevista dada a Sérgio Simka da revista “Discutindo Língua Portuguesa Especial”, intitulada ERRO SOBRE “ERRO”.

Na entrevista Bagno disserta sobre o abismo socioeconômico existente entre a considerada “norma padrão” ou “culta” do português e suas diversas variações faladas pela maioria da população. Ele acredita que “a noção de erro em língua é inaceitável dentro de uma abordagem científica dos fenômenos da linguagem. Nenhuma ciência pode considerar a existência de erros em seu objeto de estudo”. Assim sendo, os professores puderam expor suas ideias e avaliar novos conceitos.

Nesse contexto, entendemos que a língua é dinâmica e que devemos desenvolver em nossos alunos a capacidade de expressão e reflexão da língua. Segundo Bagno a norma culta deve ser o principal objeto de estudo nas escolas, mas uma norma culta real e não idealizada. A norma culta real seria identificável na fala e na escrita atual da população culta do país. A norma culta idealizada só serve aos gramatiqueiros que adotam uma prática classificatória, normativa e conceitual da língua e que de nada serve ao processo de aprendizagem significativo da língua portuguesa.

Ainda nessa perspectiva de mudança de conceitos e aprimoração de saberes finalizamos esta oficina livre com a mensagem de Rubem Alves “Educar o olhar”.

Educar o olhar

“Educar é mostrar a vida a quem ainda não a viu.
O educador diz: “Veja!” - e, ao falar, aponta.
O aluno olha na direção apontada e vê o que nunca viu.
Seu mundo se expande.
Ele fica mais rico interiormente...”
“E, ficando mais rico interiormente, ele pode sentir mais alegria
e dar mais alegria - que é a razão pela qual vivemos.”
“Já li muitos livros sobre psicologia da educação, sociologia da educação, filosofia da educação – mas, por mais que me esforce, não consigo me lembrar de qualquer referência à educação do olhar ou à importância do olhar na educação, em qualquer deles.”
“A primeira tarefa da educação é ensinar a ver...
“É através dos olhos que as crianças tomam contato com
a beleza e o fascínio do mundo...”
“Os olhos têm de ser educados para que nossa alegria aumente.”
“A educação se divide em duas partes: educação das habilidades
e educação das sensibilidades...”
“Sem a educação das sensibilidades, todas as habilidades
são tolas e sem sentido.”
“Os conhecimentos nos dão meios para viver.
A sabedoria nos dá razões para viver.”
“Quero ensinar as crianças.
Elas ainda têm olhos encantados.
Seus olhos são dotados daquela qualidade que, para os gregos,
era o início do pensamento:...”
“...a capacidade de se assombrar diante do banal
“Para as crianças, tudo é espantoso:
um ovo, uma minhoca, uma concha de caramujo, o vôo dos urubus,
os pulos dos gafanhotos, uma pipa no céu, um pião na terra.
Coisas que os eruditos não vêem.”
“Na escola eu aprendi complicadas classificações botânicas,
taxonomias, nomes latinos – mas esqueci.
Mas nenhum professor jamais chamou a minha atenção para a beleza de uma árvore...
...ou para o curioso das simetrias das folhas.”
“Parece que, naquele tempo, as escolas estavam mais preocupadas em fazer com que os alunos decorassem palavras que com a realidade para a qual elas apontam.”
“As palavras só têm sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor.
“Aprendemos palavras para melhorar os olhos.”
O ato de ver não é coisa natural.
Precisa ser aprendido.”
“Há muitas pessoas de visão perfeita
que nada vêem...
O ato de ver não é coisa natural.
Precisa ser aprendido.”
“Quando a gente abre os olhos, abrem-se as janelas do corpo,
e o mundo aparece refletido dentro da gente.”
“São as crianças que, sem falar, nos ensinam as razões para viver.
Elas não têm saberes a transmitir.
No entanto, elas sabem o essencial da vida.”
“Quem não muda sua maneira adulta de ver e sentir
e não se torna como criança jamais será sábio.”
Rubem Alves


À tarde realizamos uma oficina de avaliação na qual os professores cursistas participaram da dinâmica “Para mim a 1ª Etapa de Formação do Gestar II foi...” Assistiram ao vídeo “Trabalho em equipe”, expuseram suas ideias, sugestões e reclamações também. Foi um momento muito agradável de socialização dos portifólios, depoimentos e interação.

Avaliar é necessário, torna-se uma constante em nossas vidas. Avaliamos nossas ações, nossas atitudes diárias, nossos relacionamentos e sentimentos e principalmente nossas interações e aprendizagens. São reflexões e julgamentos necessários ao nosso aprimoramento pessoal e profissional. Na prática educativa, a avaliação incide sobre nossos objetivos, sobre o ensino-aprendizagem dos nossos alunos e sobre os resultados esperados.







segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Oficina da Tp1

“Tudo no mundo está dando respostas,
O que demora é o tempo das perguntas”
José Saramago

Linguagem e cultura



As oficinas do caderno de teoria e prática da TP 1 - Linguagem e Cultura – foram realizadas no dia 31/10/09, com duração de 8h, na Escola Estadual Pio XII. Iniciamos nosso encontro com a mensagem “Palavras” – Titãs. Ainda no primeiro momento reformulamos o calendário das oficinas do Gestar II de acordo com as orientações da SEE e logo após demos início aos relatos dos “Avançando na Prática”. Percebemos que a maioria dos professores não havia realizado as atividades propostas alegando falta de tempo para aplicá-las e concluí-las. Combinamos então, que faríamos o estudo dos textos de referência e a realização das oficinas e que no próximo encontro continuaríamos com os relatos.

Nosso estudo contemplou o texto e as variantes da língua como decorrentes da relação entre linguagem e cultura. Pudemos rever assuntos como dialetos e registros, norma culta, modalidades da língua entre outros. Esses assuntos, muitas das vezes, são explorados de forma equivocada em sala de aula refletindo dessa forma, dificuldades de análise por parte dos alunos na maioria das atividades de linguagem. Nesse sentido, foram utilizados slides do Marcos Bagno sobre “Preconceito Linguístico”. A discussão sobre o tema foi enriquecedora e gerou polêmica ao abordarmos o nível de estigma e de prestígio da língua na sociedade. Ainda há pessoas e professores que não compreendem a língua como um processo lingüístico e sim como valor social atribuído ao seu poder aquisitivo, ou seja, classe social. Portanto, é imprescindível a discussão de pontos relevantes das Tps para que possíveis equívocos sejam esclarecidos.



segunda-feira, 2 de novembro de 2009

2º Cronograma de Oficinas

CRONOGRAMA – GESTAR II – 2ª ETAPA ( de acordo com as orientações da SEE/MG)

Data: 31/10/2009

Oficinas: TP 1

Duração: 8h

obs: Realizada


Data: 14/11/2009

Oficinas: Livre
Avaliação

Duração: 8h

obs: Realizada


Data: 12/12/2009

Oficina: TP 2

Duração: 8h


Data: 27/02/2010

Oficina: TP 6

Duração: 8h


Data: 20/03/2010

Oficina: Livre


Duração: 8h


Duração: 17/04/2009

Oficina: Livre
Avaliação

Duração:8h

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Oficina livre e projeto

Atividade:
Projeto
Oficina livre

Duração: 8 horas
Data: 26/09


“Na vida, não existem soluções.
Existem forças em marcha: é preciso criá-las
e, então, a elas seguem-se as soluções."

Antonie de Saint Exupéry

Nossas oficinas aconteceram no dia 26/09/09. Apresentamos a estrutura de projeto de acordo com o programa Gestar II que está na página 51 e 52 do guia geral. Primeiro fizemos uma discussão sobre “o que é projeto?”, esclarecemos que este deve ser um projeto de ação e que a sua temática é sobre leitura e escrita. Além disso, o mesmo poderá ser realizado por escola, em conjunto com outros professores cursistas.
Foi também, um momento de troca de ideias, já que, alguns professores socializaram experiências de projetos vivenciados em outros momentos e que proporcionaram uma discussão ampla sobre acertos e enganos ao se trabalhar com projetos. O fator principal está justamente na sua construção, seja individual ou coletiva. É preciso definir ações, papéis, estratégias ...
Nesse sentido, foram formados grupos para discussão e levantamento das questões pertinentes ao seu desenvolvimento. Esse momento foi imprescindível, pois muitos não sabiam como trabalhar com projetos. Orientei para que, primeiramente, definissem uma situação-problema e a partir daí construindo passo a passo o projeto.
Realizamos também uma sessão pipoca com o filme “Narradores de Javé” e após, debatemos as questões do roteiro abaixo:
Análise do filme “Narradores de Javé”

1- O que significa fazer o “papel de escriba”?
2- Qual o papel do escriba naquela comunidade?
3- Analise os traços de oralidade daquela comunidade.
4- Analise o processo de construção da escrita do personagem que faz o papel de escriba.
5- Qual a relação entre oralidade e escrita?
6- Analise as práticas de letramento daquela comunidade.
7- Com você percebe a relação entre ser alfabetizado e ser letrado no contexto do filme?
8- Em que atividades práticas, no contexto da sala de aula, você exerce o papel de escriba.
9- Qual a importância do escriba na construção da leitura e da escrita?


Finalizamos com a mensagem de Rubem Alves "Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre." Extraído do livro "O amor que acende a lua".



Um pouco de história...


O método dos projetos foi proposto por diversos autores americanos a partir de 1908.
Segundo Dewey (1859-1952) o ensino deve basear-se na AÇÃO, e não na instrução; a escola deve estar ligada à vida e aos problemas da comunidade em que está inserida, o conhecimento não é “gratuito”, está sempre interessado nos objetivos que possam ser alcançados.
Propôs o sistema de projetos, que segundo ele deveria ter as seguintes características:

  • deve girar em torno de algo que é, ao mesmo tempo, de interesse da classe e da comunidade local;
  • é algo que envolve toda a classe ou grupos de alunos. Também deve envolver pessoas fora sala e da escola;
  • deve envolver trabalho manual e intelectual;
  • exige um ensino globalizado (todas as disciplinas se voltam para a resolução dos problemas que surgem durante o desenvolvimento do projeto);
  • deve desenvolver da capacidade dos alunos de buscar informação/ “aprender a aprender”.



Projetos didáticos


Para Jolibert (1994), um projeto se constitui em um trabalho no sentido de resolver um problema, explorar uma idéia ou construir um produto que se tenha planejado ou imaginado. O produto de um projeto deverá ter necessariamente significado para quem o executa.


Por que, então, trabalhar com projetos?



As atividades realizadas em sala de aula passam a ter um maior significado para os alunos, pois todas elas estão articuladas visando a um “produto final”, que é desejado e compartilhado por todo o grupo.
A perspectiva de alcançar um produto final gera uma maior motivação e interesse por parte dos alunos.
Estimula os alunos a fazer escolhas e comprometer-se com suas escolhas, assumindo responsabilidades.
Possibilita a realização de um trabalho coletivo interdisciplinar.

Assim em geral, o projeto resulta numa aprendizagem significativa (ou seja, prazerosa, que tem significado para o aluno, que tem relação com sua vida, que lhe desafia, que traz, de fato, uma ampliação de conhecimentos...)


Referências bibliográficas
BRANDÃO, Ana Carolina P, SELVA, Ana Coelho V., COUTINHO, Marília. In: SOUZA, Ivane P. e BARBOSA, Maria Lúcia, F. de F. (orgs.). Práticas de leitura no ensino fundamental. Belo Horizonte: Autêntica, 2005.
LEITE, Lúcia Helena A. Pedagogia dos projetos: intervenção no presente. Revista Presença Pedagógica, v. 2, no 8, março/abril de 1996. pág. 24-33.





PROJETO PARA FINALIZAÇÃO DO PROGRAMA GESTAR II



É verdadeiro quando se afirma que não há um modelo único e correto para a elaboração de um projeto; porém é importante ressaltar a necessidade do mesmo conter: introdução (o que é, como é por quê), desenvolvimento (solução do problema por meio de referencial teórico-metodológico) e conclusão (resultado da aplicação do método e da técnica).
Podemos tomar como norte as seguintes questões:

1- O QUE FAZER? (OBJETO DA PESQUISA - INTRODUÇÃO)
2- POR QUÊ? (JUSTIFICATIVA)
3- PARA QUÊ? (OBJETIVOS)
4- PARA QUEM FAZER? (OBJETIVOS ESPECÍFICOS)
5- ONDE FAZER? (COLETA DE DADOS E ANÁLISE DOS MESMOS)
6- COMO? (METODOLOGIA)
7- COM QUÊ? (METODOLOGIA)
8- QUANTO? (COLETA DE DADOS)
9- QUANDO? (CRONOGRAMA)

Considerando a estrutura do projeto solicitado pelo curso, temos algumas etapas já definidas previamente, conforme páginas 51 e 52 do Guia Geral do programa (Língua Portuguesa), as quais tomaremos como referência. Mas vale lembrar que a inserção de outras informações também é bem vinda e essencial a realização de um trabalho mais completo (introdução, bibliografia, anexos... por exemplo) Com relação às orientações do guia temos:

Temática: definição do tema envolvendo a realidade do grupo a ser trabalhado (uma dificuldade encontrada nesse grupo, por exemplo).

Problemática: formulação do problema que é o ponto de partida para o trabalho. O problema precisa ser significativo e relevante; precisa trazer alguma contribuição para o avanço ou sistematização do conhecimento. Ser claro e preciso. Ser viável e passível de solução. É o norte par elaboração do projeto.

Fundamentação teórica: definir os conceitos e teorias que darão base a todas as ações desenvolvidas. Nesse momento, o registro de estudos, posicionamentos, práticas desenvolvidas por profissionais na área em questão que fortaleçam as nossas ações. Tanto a formulação do problema quanto o levantamento da hipótese são influenciados conscientes ou inconscientemente pela fundamentação teórica que deve estar contida na justificativa do projeto.

Objetivos: esclarecimento do que se quer alcançar com o desenvolvimento do trabalho.

Metodologia: descrição de como será executado o trabalho; definição dos passos a serem trabalhados. Quais os procedimentos/estratégias adotadas a fim de que se comprove a hipótese levantada. Operacionalização da proposta.

Cronograma: identificação de cada etapa do trabalho focando data, tempo destinado a cada uma das atividades propostas.

Equipe de trabalho: definição dos parceiros envolvidos na prática do trabalho planejado. Quem são os envolvidos nas atividades. Definição de responsabilidades. Quando definidas áreas de trabalho; o que cada uma delas realizará.

Avaliação: análise dos resultados das atividades propostas e executadas viabilizando reflexão e viabilização de retomadas, replanejamento.