
terça-feira, 21 de julho de 2009
Teias

domingo, 5 de julho de 2009
Relatório da TP3
“O senhor ... mire e veja o mais
importante e bonito do mundo é isto:
que as pessoas não estão sempre iguais,
não foram terminadas,
mas que elas vão sempre mudando.
É o que a vida me ensinou.
Isso me alegra. Muitão.”
Guimarães Rosa
Período: JUNHO
Data: 27/06
Atividade: Oficina da TP 3
Duração: 8 horas
Responsável:Professor-formador
Público:Professores cursistas
Inicialmente fiz minha apresentação já que novos cursistas integraram o grupo. Esclareci algumas questões de ordem técnica e administrativa e pedi desculpas pelos transtornos que ocorreram na entrega do material e definição do local do nosso encontro. Em seguida realizei a dinâmica do fragmento de uma música, texto ou poema. Foi um momento de apresentação e interação entre os cursistas. A dinâmica utiliza a técnica do letramento onde vários textos são lembrados, abordando a concepção sóciointeracionista, pois vemos a linguagem como um processo de interação social. Pudemos presenciar relatos emocionantes de professores com as mais diversas situações e histórias de vida. Fragmentos foram lidos, cantados, declamados, chorados, ... A dinâmica resultou num clima mais descontraído e motivador para o estudo da TP3.
Logo após apresentei novamente a metodologia do programa, sistema de avaliação, estudo das TPs, versão do aluno e do professor, o avançando na prática, portifólio, plantão pedagógico e o projeto que deverá ser executado pelo professor cursista ao longo do ano. Expliquei passo a passo o programa GESTAR II procurando sanar todas as dúvidas. Lembrei ainda que as oficinas serão interativas e que a reflexão sobre a teoria e a prática da Língua Portuguesa era nosso ponto primordial. Portanto, era necessário o estudo das TPs, o relato do avançando na prática e a discussão de estratégias de ensino-aprendizagem. Finalizei, pela manhã, com um vídeo motivador. Encerramos mais cedo para o almoço porque não tivemos intervalo para o lanche.
Ao retornarmos iniciei com os “Envelopes da linguagem”. Dividi os grupos e solicitei que cada grupo definisse seus próprios critérios de seleção e classificação dos textos. Foi muito interessante porque cada um de nós temos uma forma de ver o texto e classificá-lo. O objetivo era reconhecer e classificar pelo nosso conhecimento intuitivo de gêneros, refletindo sobre suas características. Alguns professores encontraram dificuldades em selecionar os textos diante de tanta variedade, outros não. Terminada a apresentação dos envelopes da linguagem iniciamos nossa discussão teórica sobre os gêneros textuais e os tipos textuais da TP3. Os textos de referência( Gêneros textuais: definição e funcionalidade, Marcuschi e Descrição e dissertação, Platão e Fiorin) deram suporte teórico para os questionamentos que foram muitos. Além da riqueza de atividades e conteúdos apresentados na TP3. Uma professora questionou sobre a definição dos tipos textuais( narrativo, descritivo, dissertativo,preditivo e injuntivo) alegando não concordar porque na revista Nova Escola a classificação era outra. Eu salientei que cada periódico, jornal, rádio ou televisão, seguiam tendências, opiniões, vertentes, ideais ou concepções diferentes. Mas que o Gestar tem como base os PCNs, uma concepção de ensino sócio-construtivista e textos teóricos que fundamentavam e validavam o conteúdo. Assim como o livro didático conceitua de diferentes maneiras um assunto por se tratar de autores diferentes.
Paramos para um lanchinho (patrocinado pelas formadoras: Áurea, Edleuza e eu).
Voltamos para as oficinas 5 e 6. Lembrando que os relatos do avançando na prática ficaram para o nosso próximo encontro.
Para realizar as duas oficinas dividi três grupos: um grupo com o texto “Poema tirado de uma notícia de jornal” de Manuel Bandeira(nosso homenageado na FLIP/2009); um com o texto “Bom dia” de Gil e Milton e o terceiro grupo com o texto do Jô Soares. As atividades apresentadas foram excelentes e puderam enriquecer a prática dos professores. Sugestões são sempre válidas.
Encerramos com a avaliação da oficina alertando a todos sobre a importância de participar e contribuir com o processo. Aproveitamos para preencher uma ficha de identificação, evitando dessa forma problemas de comunicação.
Sobre a próxima oficina ressaltei a importância do estudo da TP4, cujo tema era “Leitura e processos de escrita I”. O estudo enriquece e torna a discussão fluente e rica.
A pergunta motivadora para nosso próximo encontro é “Como você acha que leitura, escrita e letramento se relacionam?”
E assim ficamos com a certeza de que precisamos aprimorar e atualizar nossos saberes profissionais para nos tornarmos profissionais melhores e pessoas melhores.
Abraços,
Florência
segunda-feira, 29 de junho de 2009
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Antes e depois da palmatória

Recebi essa imagem por e-mail, enviada por minha mãe que também é professora. Minha reação primária foi a de qualquer outro professor que está atuando. O saudosismo aflora com toda veemência e reforçamos a idéia de que somos vítimas do sistema.
Quem nunca pronunciou esse tipo frase, “No meu tempo aluno respeitava professor e aprendia muito mais.”, “É por isso que a educação está desse jeito, os pais não estão nem aí para os filhos.” Sei que muitos são os questionamentos acerca do papel do professor, do aluno e da família na sociedade. O que fazer diante dessa realidade? De quem é a culpa pelo mau desempenho dos alunos. Do sistema? Da família? Do aluno? Nossa? A discussão é polêmica.
Em 1969 vemos claramente uma abordagem tradicional de ensino. O tradicionalismo apresenta a concepção de que o professor é detentor do saber e a culpa pelo fracasso escolar é responsabilidade do aluno. As aulas são expositivas centradas no professor e cabe ao aluno assimilar o conteúdo. Somos frutos do tradicionalismo e sabemos que na nossa época ele funcionou. Mas os tempos mudaram, nós mudamos e o mundo muda a todo instante. O que nos resta é a adequação ao novo, a busca e a aprimoração profissional. Esse cenário, apresentado em 2009 através da charge, é revoltante porque a culpa recai em todos nós professores. Não quero de forma alguma encontrar aqui os culpados. Quero encontrar a solução para o problema. E não podemos esquecer nunca que a nossa função é promover a efetiva aprendizagem dos nossos alunos.
Essa charge mostra o quão é importante o programa GESTAR II porque aparece para nós como uma possibilidade de melhoria no processo ensino-aprendizagem.
“O foco do GESTAR II é a atualização dos saberes profissionais e assim elevar a competência dos professores de Língua Portuguesa e dos alunos e, conseqüentemente, melhorar a capacidade de compreensão e intervenção sobre a realidade sódio-cultural”.
A concepção de ensino adotada pelo programa é a sócio-construtivista. Nesta visão, alunos e professores constroem juntos o conhecimento em sala de aula.
A teoria sócio-construtivista apresenta como ponto central a premissa de que aprendizagem e desenvolvimento são produtos da interação social. No GESTAR II “o professor é um mediador que coloca o aluno em contato com o conhecimento construído historicamente e com ele trabalha os conteúdos daquele nível de ensino. O professor não é mais o detentor do conhecimento, aquele que sabe de tudo, nem seus alunos são meros receptores do conhecimento”.Aqui “o professor aponta caminhos para que seus alunos descubram e construam de forma interativa os saberes”.
Vejo que o professor tem a função de promover a construção do conhecimento, garantindo ao aluno o acesso ao saber sistematizado e à formação de atitudes e habilidades, proporcionando condições para o exercício da cidadania e para a construção de uma sociedade mais justa, crítica, consciente e capacitada.
É através de incentivos, elogios, elevação da auto-estima, planejamento, e principalmente, levar em conta tudo o que os alunos já sabem para com isso estabelecer relações entre os conhecimentos prévios e os novos e a partir disso se orientar para sua prática diária. Dessa forma, portanto, o professor prepara bem suas aulas e estimula os seus alunos para a aprendizagem significativa, onde o desenvolvimento se dará de forma satisfatória.
Referências: PDE- GESTAR II / Guia geral
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Relatório das Oficinas Introdutórias

e as coisas que há e que estão
para haver são demais
de muitas, muito maiores diferentes,
e a gente tem de necessitar
de aumentar a cabeça
para o total.”
Guimarães Rosa
Relatório das Oficinas Introdutórias
A ansiedade tomou conta de mim literalmente. Estava ansiosa por tudo e por todos que me conhecem e me perguntavam sobre o GESTAR. O que era o Gestar?, como iria acontecer?, quando iria iniciar?, entre outros questionamentos.
Finalmente iniciamos o Gestar II, em Januária, com muito entusiasmo.
O primeiro momento foi excelente. Houve a abertura do programa, a fala de cada responsável, vídeos motivadores e música, num ambiente tranqüilo, em uma manhã tranqüila.
A equipe da S.R.E foi surpreendente e nos deu todo apoio. Também foi muito rica a interação com os professores formadores de matemática, o Prof.º Kleber e a Profª Maria Divino e com as minhas colegas, formadoras de Língua Portuguesa, Prof.ª Áurea e Prof.ª Edleuza. Aproveito este momento para agradecê-los
Já no segundo momento, após a entrega do material, pudemos ter o primeiro contato com os nossos professores cursistas. Confesso que esperava mais positivismo logo no 1º encontro. De início fomos bombardeadas com muitos questionamentos acerca do programa (o que já era esperado) e dos recursos para reprodução das atividades e outros materiais necessários. Foram envolvidas questões políticas, financeiras, temporais, de saúde, professora gestante, transporte, falta de lanche no dias das oficinas (tudo o que não era esperado), etc e etc. Sei que são muitos os problemas envolvendo recursos na educação e é necessário relatá-los. Mas nós temos que levar em consideração que para tudo há o momento certo, a hora certa e com as pessoas certas.
A SEE de Minas Gerais não disponibilizou recursos para auxílio no transporte dos professores que residem na zona rural, nem para material (xerox) e lanche.
Quanto ao material a equipe da SRE de Januária entrará em contato com os diretores das escolas para tentar solucionar essa questão. E sobre os outros questionamentos aguardaremos orientações.
Espero que o próximo encontro seja diferente. Que os professores venham abertos às discussões práticas e teóricas da Língua Portuguesa.
Enquanto isso vamos estudar!
“O que faz a diferença entre um bom professor e um excelente professor não está apenas nos cursos feitos, não aparece nas teses defendidas nem nas pesquisas realizadas. Independentemente dos anos da profissão. É a paixão pelo lecionar, por estar ali todos os dias. É algo que contagia os estudantes e que não pode ser fingido” Julio Clebsch.
sábado, 30 de maio de 2009
Implementação do Programa GESTAR II em Januária
Forma de execução
Realizada em apenas um dia, obrigatoriamente no dia 30 de maio, com duração de 8 horas, dividida em dois momentos distintos.
1º momento: ( Oficina Introdutória I) – Apresentação para a comunidade escolar (diretor, especialista, demais professores, cursistas e pais).
2º momento: ( Oficina Introdutória II) - Reunião somente com os cursistas para apresentação da metodologia do Programa, entrega do material, cronograma de atividades, sanação de dúvidas e esclarecimentos.
Cronograma das Oficinas
Período: MAIO
Data: 30/05
Atividade: Oficina Introdutória I
- Apresentar o GESTAR II
Duração: 4 horas
Responsável: Técnico do SRE e Professor-formador
Público: Comunidade Escolar
Atividade: Oficina Introdutória II
- apresentação
- metodologia do programa
- material( entregar e explicar)
- orientar estudos
- cronograma das próximas oficinas
- plantão do professor-formador
Duração: 4 horas
Responsável: Professor-formador
Público: Professores e cursistas
Período: JUNHO
Data: 27/06
Atividade: Oficina da TP 3
Duração: 8 horas
Responsável:Professor-formador
Público:Professores e cursistas
Período: AGOSTO
Data: 08/08
Atividade: Oficina da TP 4
Duração: 8 horas
Responsável: Professor-formador
Público: Professores e cursistas
Período: SETEMBRO
Data: 12/09
Atividade: Oficina da TP 5
Duração: 8horas
Responsável: Professor-formador
Público: Professores e cursistas
Período: SETEMBRO
Data: 21/09 a 25/09
Atividade: 2ª Etapa da capacitação de Professor-formador
Responsável: MEC
Público: Professor-formador de Língua Portuguesa e Matemática
domingo, 10 de maio de 2009
Memorial de Leitor

Memorial de leitor
“Ser leitor é ter em caminho absolutamente infinito
de descoberta e de compreensão do mundo. . .”
Fanny Abramovich
Ah, como eu gostaria de ter mais lembranças de leituras. Estive vasculhando todos os cantinhos e guardados da minha infância e adolescência em busca de títulos, autores, significados, marcas. . . E encontrei muitas recordações afetivas, engraçadas, surpreendentes, misteriosas e tristes.
Na infância, lembro-me claramente da hora em que ouvíamos histórias na fazenda do meu avô. Quando pequenos eu, minhas irmãs, primos e primas, sempre à tardinha, depois dos afazeres e brincadeiras, todos limpinhos, reuníamos para ouvir as histórias que meu avô narrava com propriedade. Esses momentos foram muito significativos em minha vida.
A fazenda era o melhor lugar que havia para brincar e passar as férias. Eu amava os meus avós e aquele lugar. Ás vezes fecho os olhos e me vejo transportada para lá. . .
Os contos de fadas rechearam minha infância, além das histórias do Sítio do Pica-pau Amarelo de Monteiro Lobato.
Já na adolescência, lembro-me do incentivo à leitura feito por minha mãe. O pequeno Príncipe, O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, O diário de Ana Maria A metamorfose, entre outros, alimentaram minha imaginação na adolescência.E por incrível que pareça, não me recordo de meus professores terem essa atitude. Líamos os textos didáticos que o professor de Língua Portuguesa trabalhava em sala de aula, mas não me recordo de ler por incentivo da escola ou de ter momentos de leitura na biblioteca. E apesar do incentivo em casa penso que ainda li pouco.
E na fase adulta, já na faculdade, descobri o gosto pela poesia. Eu amo poesia.
Carlos Drummond, Mário Quintana, Graciliano Ramos, Cecília Meireles, Ferreira Gullar e Jorge Amado são os meus autores preferidos.
Hoje tenho sede de leitura e de conhecimento.
