quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Sugestões de leituras

Questões de Linguagem
Autores: Maria Helena Martins (Org.)
Coleção: Repensando o Ensino

Oficina de leitura – Teoria & Prática
Autora: Ângela Kleiman
Editora: Pontes – Editora da Unicamp

Texto e Leitor - Aspectos Cognitivos da Leitura
Autora: Ângela Kleiman
Editora: Pontes – Editora da Unicamp

  • DICAS

    6 práticas de um ótimo professor
    Prof. Brandão Minardi


Aquele educador, você sabe "aquele", o admirado por todos na instituição, o professor dos professores, não surge por acaso. Tampouco nasce pronto, com o dom de lecionar. Ao contrario, ele se faz no dia-a-dia, através de pequenos gestos que fazem a diferença para os alunos. Veja algumas dicas para que você se torne um educador ainda melhor.

1. O foco não é você, mas seus alunos.

Alguns professores se vêem como os entendidos absolutos de um assunto, que com o seu conhecimento compartilhado impacta para sempre a vida dos estudantes. Pensar assim e uma maneira rápida de matar uma aula. Os melhores educadores não se perguntam, todo o dia "o que eu vou fazer hoje?". O questionamento deles e "o que é mais útil que meus alunos façam hoje?".

2. Estude os estudantes.

Conhecer sua disciplina não basta. E preciso entender as pessoas que estão ali, sentadas na sua frente. Quais são seus desejos, seus talentos, suas experiências previas de vida (mesmo que você dê aula para o jardim da infância seus alunos tem experiências prévias). E, mais importante, o que eles desejam aprender e como?

3. Se voce quer que seus alunos assumam riscos, crie um ambiente seguro.

Uma pessoa só aprende caso reconheça, primeiro, que não sabe muita coisa sobre o assunto em questão. E reconhecer a ignorância, principalmente para classes mais adiantadas, significa colocar-se em uma posição desconfortável, de risco. Um terreno nunca antes desbravado. Para diminuir o impacto, e preciso criar um ambiente seguro e confortável. Quem tem espaço e recursos, pode ate colocar um sofá e almofadas confortáveis no canto da sala, para estimular leituras e pesquisas. Apele, também, para a velha tática de pendurar os trabalhos de seus alunos nas paredes, um apoio visual que os reassegura de seus potenciais. Sim, isso vale para qualquer série. Que tal reproduzir aquela boa resposta ou trecho de redação e colocar no mural?

4. Paixão é tão importante quanto o conteúdo.

A paixão, aquela gana de estar em uma sala de aula e dar o melhor de si é o que diferencia os bons professores daqueles ótimos educadores, que são admirados por todos. Não tenha medo de se apaixonar por seu trabalho. Os alunos percebem aqueles educadores que se importam, que estão ali para fazer a diferença, e aqueles que apenas cumprem o horário.

5. Seja claro.

Outro atributo dos melhores professores e a capacidade de ser claro mesmo quando o assunto e complicado. Equações, phrasal verbs, analise sintática e morfológica. Com jeitinho e paciência, não existe assunto complicado que não possa ser transmitido de forma a que todos entendam. Abandone os jargões de sua profissão, use a linguagem de seus alunos.

6. Bons professores perguntam e ouvem mais do que falam.

Lembra que falamos, lá em cima, sobre os alunos estarem em terreno desconhecido para eles? Que tal dar-lhes uma ajuda para que cada um explore o local a sua maneira? Faça perguntas que os levem a tirar suas próprias conclusões, que estimulem a discussão sobre a matéria. Não e difícil. Tais questões são simples como:

- Por que isso aconteceu desse jeito? Vamos lá, chuta uma razão

- Como você acha que o problema foi resolvido?

E similares.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

É isso aí ...

Para todos nós, educadores, que acreditamos na Educação como meio de transformação social.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Teias


Ao construirmos teias
sonhos se realizam.
Alguns se perdem nos cantos
de salas vazias
Outros se multiplicam e nos
ligam a diversas outras
teias ...
E assim tecemos o dia-a-dia.
Na luta constante pela sobrevivência;
nas inúmeras experiências;
nas feridas curadas;
nos amores "amados" ...
Assim tecemos, tecemos, tecemos.
Texto produzido em grupo no 1º Encontro em Montes Claros, dia 25/03/09.
Dinâmica: "A moça tecelã"

domingo, 5 de julho de 2009

Relatório da TP3

“O senhor ... mire e veja o mais
importante e bonito do mundo é isto:
que as pessoas não estão sempre iguais,
não foram terminadas,
mas que elas vão sempre mudando.
É o que a vida me ensinou.
Isso me alegra. Muitão.”
Guimarães Rosa

Período:
JUNHO

Data: 27/06

Atividade: Oficina da TP 3

Duração: 8 horas

Responsável:Professor-formador

Público:Professores cursistas


Inicialmente fiz minha apresentação já que novos cursistas integraram o grupo. Esclareci algumas questões de ordem técnica e administrativa e pedi desculpas pelos transtornos que ocorreram na entrega do material e definição do local do nosso encontro. Em seguida realizei a dinâmica do fragmento de uma música, texto ou poema. Foi um momento de apresentação e interação entre os cursistas. A dinâmica utiliza a técnica do letramento onde vários textos são lembrados, abordando a concepção sóciointeracionista, pois vemos a linguagem como um processo de interação social. Pudemos presenciar relatos emocionantes de professores com as mais diversas situações e histórias de vida. Fragmentos foram lidos, cantados, declamados, chorados, ... A dinâmica resultou num clima mais descontraído e motivador para o estudo da TP3.
Logo após apresentei novamente a metodologia do programa, sistema de avaliação, estudo das TPs, versão do aluno e do professor, o avançando na prática, portifólio, plantão pedagógico e o projeto que deverá ser executado pelo professor cursista ao longo do ano. Expliquei passo a passo o programa GESTAR II procurando sanar todas as dúvidas. Lembrei ainda que as oficinas serão interativas e que a reflexão sobre a teoria e a prática da Língua Portuguesa era nosso ponto primordial. Portanto, era necessário o estudo das TPs, o relato do avançando na prática e a discussão de estratégias de ensino-aprendizagem. Finalizei, pela manhã, com um vídeo motivador. Encerramos mais cedo para o almoço porque não tivemos intervalo para o lanche.
Ao retornarmos iniciei com os “Envelopes da linguagem”. Dividi os grupos e solicitei que cada grupo definisse seus próprios critérios de seleção e classificação dos textos. Foi muito interessante porque cada um de nós temos uma forma de ver o texto e classificá-lo. O objetivo era reconhecer e classificar pelo nosso conhecimento intuitivo de gêneros, refletindo sobre suas características. Alguns professores encontraram dificuldades em selecionar os textos diante de tanta variedade, outros não. Terminada a apresentação dos envelopes da linguagem iniciamos nossa discussão teórica sobre os gêneros textuais e os tipos textuais da TP3. Os textos de referência( Gêneros textuais: definição e funcionalidade, Marcuschi e Descrição e dissertação, Platão e Fiorin) deram suporte teórico para os questionamentos que foram muitos. Além da riqueza de atividades e conteúdos apresentados na TP3. Uma professora questionou sobre a definição dos tipos textuais( narrativo, descritivo, dissertativo,preditivo e injuntivo) alegando não concordar porque na revista Nova Escola a classificação era outra. Eu salientei que cada periódico, jornal, rádio ou televisão, seguiam tendências, opiniões, vertentes, ideais ou concepções diferentes. Mas que o Gestar tem como base os PCNs, uma concepção de ensino sócio-construtivista e textos teóricos que fundamentavam e validavam o conteúdo. Assim como o livro didático conceitua de diferentes maneiras um assunto por se tratar de autores diferentes.
Paramos para um lanchinho (patrocinado pelas formadoras: Áurea, Edleuza e eu).
Voltamos para as oficinas 5 e 6. Lembrando que os relatos do avançando na prática ficaram para o nosso próximo encontro.
Para realizar as duas oficinas dividi três grupos: um grupo com o texto “Poema tirado de uma notícia de jornal” de Manuel Bandeira(nosso homenageado na FLIP/2009); um com o texto “Bom dia” de Gil e Milton e o terceiro grupo com o texto do Jô Soares. As atividades apresentadas foram excelentes e puderam enriquecer a prática dos professores. Sugestões são sempre válidas.
Encerramos com a avaliação da oficina alertando a todos sobre a importância de participar e contribuir com o processo. Aproveitamos para preencher uma ficha de identificação, evitando dessa forma problemas de comunicação.
Sobre a próxima oficina ressaltei a importância do estudo da TP4, cujo tema era “Leitura e processos de escrita I”. O estudo enriquece e torna a discussão fluente e rica.
A pergunta motivadora para nosso próximo encontro é “Como você acha que leitura, escrita e letramento se relacionam?”
E assim ficamos com a certeza de que precisamos aprimorar e atualizar nossos saberes profissionais para nos tornarmos profissionais melhores e pessoas melhores.

Abraços,

Florência




segunda-feira, 29 de junho de 2009

Nossa "Oficina da TP3" foi realizada sábado, dia 27/06/09 e foi ótima. Em breve estarei postando o relatório com todos os detalhes.
Aguardem!

Abraços,

Florência

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Antes e depois da palmatória




Recebi essa imagem por e-mail, enviada por minha mãe que também é professora. Minha reação primária foi a de qualquer outro professor que está atuando. O saudosismo aflora com toda veemência e reforçamos a idéia de que somos vítimas do sistema.
Quem nunca pronunciou esse tipo frase, “No meu tempo aluno respeitava professor e aprendia muito mais.”, “É por isso que a educação está desse jeito, os pais não estão nem aí para os filhos.” Sei que muitos são os questionamentos acerca do papel do professor, do aluno e da família na sociedade. O que fazer diante dessa realidade? De quem é a culpa pelo mau desempenho dos alunos. Do sistema? Da família? Do aluno? Nossa? A discussão é polêmica.
Em 1969 vemos claramente uma abordagem tradicional de ensino. O tradicionalismo apresenta a concepção de que o professor é detentor do saber e a culpa pelo fracasso escolar é responsabilidade do aluno. As aulas são expositivas centradas no professor e cabe ao aluno assimilar o conteúdo. Somos frutos do tradicionalismo e sabemos que na nossa época ele funcionou. Mas os tempos mudaram, nós mudamos e o mundo muda a todo instante. O que nos resta é a adequação ao novo, a busca e a aprimoração profissional. Esse cenário, apresentado em 2009 através da charge, é revoltante porque a culpa recai em todos nós professores. Não quero de forma alguma encontrar aqui os culpados. Quero encontrar a solução para o problema. E não podemos esquecer nunca que a nossa função é promover a efetiva aprendizagem dos nossos alunos.
Essa charge mostra o quão é importante o programa GESTAR II porque aparece para nós como uma possibilidade de melhoria no processo ensino-aprendizagem.
“O foco do GESTAR II é a atualização dos saberes profissionais e assim elevar a competência dos professores de Língua Portuguesa e dos alunos e, conseqüentemente, melhorar a capacidade de compreensão e intervenção sobre a realidade sódio-cultural”.
A concepção de ensino adotada pelo programa é a sócio-construtivista. Nesta visão, alunos e professores constroem juntos o conhecimento em sala de aula.
A teoria sócio-construtivista apresenta como ponto central a premissa de que aprendizagem e desenvolvimento são produtos da interação social. No GESTAR II “o professor é um mediador que coloca o aluno em contato com o conhecimento construído historicamente e com ele trabalha os conteúdos daquele nível de ensino. O professor não é mais o detentor do conhecimento, aquele que sabe de tudo, nem seus alunos são meros receptores do conhecimento”.Aqui “o professor aponta caminhos para que seus alunos descubram e construam de forma interativa os saberes”.
Vejo que o professor tem a função de promover a construção do conhecimento, garantindo ao aluno o acesso ao saber sistematizado e à formação de atitudes e habilidades, proporcionando condições para o exercício da cidadania e para a construção de uma sociedade mais justa, crítica, consciente e capacitada.
É através de incentivos, elogios, elevação da auto-estima, planejamento, e principalmente, levar em conta tudo o que os alunos já sabem para com isso estabelecer relações entre os conhecimentos prévios e os novos e a partir disso se orientar para sua prática diária. Dessa forma, portanto, o professor prepara bem suas aulas e estimula os seus alunos para a aprendizagem significativa, onde o desenvolvimento se dará de forma satisfatória.


Referências: PDE- GESTAR II / Guia geral

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Relatório das Oficinas Introdutórias


“... A cabeça da gente é uma só,
e as coisas que há e que estão
para haver são demais
de muitas, muito maiores diferentes,
e a gente tem de necessitar
de aumentar a cabeça
para o total.”
Guimarães Rosa

Relatório das Oficinas Introdutórias

A ansiedade tomou conta de mim literalmente. Estava ansiosa por tudo e por todos que me conhecem e me perguntavam sobre o GESTAR. O que era o Gestar?, como iria acontecer?, quando iria iniciar?, entre outros questionamentos.
Finalmente iniciamos o Gestar II, em Januária, com muito entusiasmo.
O primeiro momento foi excelente. Houve a abertura do programa, a fala de cada responsável, vídeos motivadores e música, num ambiente tranqüilo, em uma manhã tranqüila.
A equipe da S.R.E foi surpreendente e nos deu todo apoio. Também foi muito rica a interação com os professores formadores de matemática, o Prof.º Kleber e a Profª Maria Divino e com as minhas colegas, formadoras de Língua Portuguesa, Prof.ª Áurea e Prof.ª Edleuza. Aproveito este momento para agradecê-los
Já no segundo momento, após a entrega do material, pudemos ter o primeiro contato com os nossos professores cursistas. Confesso que esperava mais positivismo logo no 1º encontro. De início fomos bombardeadas com muitos questionamentos acerca do programa (o que já era esperado) e dos recursos para reprodução das atividades e outros materiais necessários. Foram envolvidas questões políticas, financeiras, temporais, de saúde, professora gestante, transporte, falta de lanche no dias das oficinas (tudo o que não era esperado), etc e etc. Sei que são muitos os problemas envolvendo recursos na educação e é necessário relatá-los. Mas nós temos que levar em consideração que para tudo há o momento certo, a hora certa e com as pessoas certas.
A SEE de Minas Gerais não disponibilizou recursos para auxílio no transporte dos professores que residem na zona rural, nem para material (xerox) e lanche.
Quanto ao material a equipe da SRE de Januária entrará em contato com os diretores das escolas para tentar solucionar essa questão. E sobre os outros questionamentos aguardaremos orientações.
Espero que o próximo encontro seja diferente. Que os professores venham abertos às discussões práticas e teóricas da Língua Portuguesa.
Enquanto isso vamos estudar!



“O que faz a diferença entre um bom professor e um excelente professor não está apenas nos cursos feitos, não aparece nas teses defendidas nem nas pesquisas realizadas. Independentemente dos anos da profissão. É a paixão pelo lecionar, por estar ali todos os dias. É algo que contagia os estudantes e que não pode ser fingido” Julio Clebsch.