quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Relatório da TP 05 - Estilo, coerência e coesão





“Ler e escrever
é sobreviver”
Tamar Rabelo, 1º Encontro de Formação



“Algo a dizer a alguém.
Não nasce do nada.
Estabelece relação onde está inserido.”

Então...
Ler não é condição para escrever.
Ler é munição para sobreviver.
Sobreviver é escrever também.
Ler é vontade de entender o mundo.
Escrever é a vontade de transformar o mundo.
Não é possível idealizar o mundo sem saber o que existe nele

ESCREVER é...
desejo dos outros se reproduzirem em nós.
Desejo de nos reproduzirmos, nos multiplicarmos.
Desejo de nos imortalizarmos através de nossas palavras.
Desejo de expressar todo o conhecimento adquirido através de leituras, pessoas, família e vivência em sociedade


Profª.Leila Pryjma

www.sjose.com.br/download/leila_pryjma/o_que_eh redacao



O desejo de multiplicarmos nossos conhecimentos e experiências, de transformar a vida dos nossos alunos e estabelecer relações afetivas e efetivas de ensino/ aprendizagem nos impulsiona para a realização de cada oficina do Gestar II. Elas têm sido espaços de aprendizagem e reflexão dos acertos e enganos que envolvem a língua portuguesa.
Encerramos a 1ª Etapa do nosso cronograma de oficinas do Gestar II e realizamos as oficinas 09 e 10 da TP 5 – Estilo, coerência e coesão no dia 12/09/09, no período da manhã e da tarde.
O professor Kleber, formador de matemática, conduziu a mensagem do dia com ações e palavras motivadoras. Foi um momento de interação e descontração com os cursistas de matemática.
Depois, dividimos as turmas e iniciamos nossas atividades com os relatos dos “Avançando na prática” das TPS 3 e 4. Nos relatos da TP 3 sobre gêneros textuais relembramos que o nosso desempenho lingüístico se dá por textos. O texto como atuação social e o texto como organização de informações, o que nos possibilita classificá-lo quanto ao gênero.
Vários professores realizaram o mesmo avançando na prática da pg. 25 sobre biografia. O desenvolvimento foi satisfatório e alguns professores perceberam que muitos alunos não sabiam diferenciar biografia de bibliografia, surgindo à necessidade de trabalhar as diferenças entre esses gêneros. Além disso, a discussão sobre o tema trabalho foi proveitosa, já que possibilitou a exposição de idéias e reflexões sobre o que é trabalho e sua valorização na sociedade. O que podemos perceber é que os problemas de escrita foram praticamente os mesmos. Os alunos apresentaram dificuldades na produção da biografia em 3ª pessoa e na ordenação de parágrafos. É importante informar o quanto os professores gostaram da metodologia do material do Gestar e de como ele proporciona a aprendizagem significativa, pois no final da atividade o objetivo foi alcançado. A nossa discussão deu abertura para envolver conhecimentos e diferentes estratégias de aplicação das atividades.
Já nos relatos da TP 4 sobre leitura e processos de escrita 1 fizemos algumas considerações sobre o letramento, uso social da linguagem como base para todo ensino a partir de textos. A discussão sobre o desenvolvimento da leitura em sala de aula oportunizou a contemplação de dois avançando na prática por dois cursistas, o que resultou na troca de experiências, sugestões e comentários a respeito das atividades. Os professores expuseram a dificuldade de desenvolver a prática de leitura por causa da resistência de alguns alunos ao ato de ler. Foi sugerido que os professores fizessem uma sondagem para descobrir a causa dessa resistência. A leitura deve ser um ato de prazer e não de obrigação associada à pressão e punição. Talvez esse aluno precise elevar sua auto-estima, tenha problemas de dicção, vergonha ou já vivenciou alguma situação constrangedora em sala de aula em atividades de prática de leitura. Dessa forma, o professor deve criar um ambiente de respeito e valorização pessoal para que esses alunos adquiram confiança, segurança e acolhimento na escola.
Apesar de todo estimulo aos relatos de experiência a fim de discutirmos acertos e enganos percebemos que alguns professores não conseguem expor seus reais problemas de sala de aula. Esclarecemos que o conhecimento é construído no diálogo e na argumentação de diferentes pontos de vista e, portanto não há motivo para insegurança ou medo de expô-los.
O estudo da Tp 5 possibilitou a reflexão e a discussão dos processos que envolvem as relações lógicas dos textos orais e escritos, noções de estilo e estratégias de construção de sentidos na leitura e produção de textos. A compreensão sobre coerência e coesão textual foi realizada na prática com as oficinas 9 e 10 da TP5 e com a dinâmica dos objetos soltos, adaptação da dinâmica das palavras soltas. Foi uma atividade muito divertida e significativa porque os professores perceberam como é difícil para o aluno desenvolver a sequencialização dos elementos lingüísticos num texto oral. Os próprios professores sentiram essa dificuldade.
O dia estava muito quente, mas conseguimos realizar nossa oficina com alegria e entusiasmo. Finalizamos com a avaliação das nossas atividades e com a leitura do texto de Rubem Alves “Gaiolas e asas”. Tenho a sensação de que todos se perguntaram se ensinam com ferramentas e brinquedos. Ferramentas permitem voar pelos caminhos da alma e brinquedos permitem voar pelos caminhos da alma. Sei que a reflexão desse texto e imprescindível.
Abraços,
Florência Vieira.

domingo, 13 de setembro de 2009

Relatório da 2ª Etapa de acompanhamento



GESTAR II – Belo Horizonte

“Não há uma língua portuguesa.
Há línguas em português”.
José Saramago

A 2ª Etapa do Gestar II aconteceu em Belo Horizonte, no período de 24/08 a 28/08. Eu estava ansiosa para rever o pessoal e a nossa formadora Tamar Rabelo. Inicialmente nossas atividades foram de socialização dos portfólios dos professores cursistas. O material apresentado estava muito bonito e foi ponto de partida para a troca de experiências, depoimentos e reflexões. A nossa discussão foi pautada nos problemas de leitura e escrita e na importância de se desenvolver o programa com consciência. Pudemos perceber que os nossos problemas são semelhantes, mas a satisfação de estar participando efetivamente do Gestar nos motiva e nos engrandece.
O Gestar tem sido um espaço de aprendizado, reflexão e inovação, porque proporciona momentos surpreendentes e importantíssimos para o nosso aperfeiçoamento profissional e pessoal.
Nessa 2ª etapa de acompanhamento estudamos as TPs 1, 2 e 6. Discutimos os aspectos que envolvem a cultura, a arte e a literatura; além da gramática e produção textual. O estudo dessas TPs dá continuidade à construção e ao conhecimento de uma nova prática pedagógica que estimula o fazer na sala de aula.
O trabalho com a língua portuguesa cada vez mais me fascina e com o Gestar pude ampliar os meus conceitos, rever e formular outros que se modificaram em função do dinamismo da língua, de pesquisas e estudos que validam e justificam tais mudanças.
Nesse contexto buscamos construir uma prática significativa do ensino da língua e do desenvolvimento da competência comunicativa dos nossos alunos.
Portanto temos a missão de multiplicar o conhecimento e envolver alunos e professores nesse processo de transformação.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

2ª Etapa de formação

A 2ª Etapa de formação do Gestar foi excelente. Em breve postarei o relatório do nosso encontro que aconteceu em Belo Horizonte, cidade muito agradável.
Abraços,
Florência



Adalgisa(formadora de São Francisco), Edleuza, eu e Áurea.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Relatório da TP4




“Um livro caindo n’alma
É germe na palma
É chuva que faz o mar.”

CastroAlves
in:O pequeno planeta perdido, Ziraldo


As oficinas da “TP4 – Leitura e Processos de Escrita I” foram muito proveitosas. Pela manhã, para descontrair, iniciei com uma mensagem muito bonitinha sobre a nova ortografia da Língua Portuguesa. Em seguida fomos aos relatos da “TP3 – Gêneros Textuais”, mas infelizmente os professores não puderam relatar. As escolas ficaram paralisadas praticamente trinta dias, por causa das férias e da nova gripe. Além disso, outras atividades (avaliações bimestrais, feriados, cursos) impossibilitaram a aplicação das atividades. Aproveitei o momento para reforçar o compromisso que o professor cursista deve ter com as atividades propostas e entrega dos portfólios atualizados.
Como era previsto que muitos não teriam condições de realizar os “Avançando na prática” e consequentemente relatá-los, dei então continuidade aos trabalhos. O ponto de partida foi o texto “Moça Tecelã” da Marina Colasanti no qual pudemos realizar uma seqüência de leitura (objetiva, inferencial e avaliativa). Os professores puderam a partir deste texto repensar e reescrever. Surgiram produções excelentes, num clima tranquilo e produtivo.
Para aprofundar nossa discussão sobre leitura utilizei o material da professora Cátia Martins “A construção da escrita e da leitura” que proporcionou algumas reflexões teóricas e práticas a respeito do tema, e ainda propôs metodologias que facilitam a compreensão de textos. Neste momento pudemos enfatizar a importância do letramento numa sociedade cada vez mais competitiva e como a escola deve garantir aos seus alunos sua efetiva promoção e sucesso.
O texto de referência de Matencio deu suporte para a discussão sobre letramento, alfabetização e escolarização. As questões foram debatidas e os professores concluíram que precisam melhorar a prática de leitura e escrita dando significação ao trabalho em sala de aula, atribuindo relação entre o fazer e os usos da escrita no dia-a-dia. Realizamos o planejamento e exploração do poema Cidadezinha qualquer e a atividade proporcionou a interação entre os grupos de séries afins. Finalizamos com o vídeo “Eu só peço a Deus”.
Abri a oficina da tarde com o livro “O carteiro chegou – Janet e Allan Ahberg” e logo em seguida iniciei com o material da TP4- Ensino da escrita. Alguns professores perceberam que ainda trabalhavam com a redação escolar, que a produção de texto é competência do professor e requer processos que a fundamentem. A discussão foi muito boa, mas melhor ainda foi o texto de referência da Ângela Kleiman –“Por que meu aluno não lê?”. Ele possibilitou levantar por parte dos professores vários fatores que impossibilitam o desenvolvimento da leitura e escrita na escola. O fator principal é cultural, pois acreditam que a leitura não é estimulada desde cedo e dessa forma fica a margem tanto pela família quanto pela escola. Contudo ficou evidente que se a família não faz a escola tem obrigação de fazê-lo. E ainda enfatizaram que o professor deve ser o primeiro a dar exemplos e mostrar-se um verdadeiro leitor. O gosto pela leitura deve ser estimulado o quanto antes e aí, consideraram que o professor das séries iniciais deveria assumir essa postura também. Mas não deixaram de evidenciar que a falta de compromisso dos alunos têm desmotivado a todos. Por isso afirmei que as aulas de Língua Portuguesa devem ser atraentes e estimular o desenvolvimento das competências sócio-comunicativas dos nossos alunos. Se bem planejadas a diferença acontecerá para muitos alunos e com o tempo para todos. O Gestar II pretende justamente isso, descobrir a dificuldades encontradas no trabalho da leitura e da escrita e daí buscar soluções para essas dificuldades. Entender que a leitura é um ato prazeroso, antes de tudo, é fundamental.
Os professores demonstraram interesse e compromisso com as oficinas. Os encontros têm sido extremamente enriquecedores e a troca de experiências proporcionado muitas vivências. Acredito que em breve nossas discussões aprofundarão e teremos momentos significativos com os relatos dos Avançando na prática. A avaliação foi positiva e o nosso próximo encontro será dia 12/09. Finalizei com o poema da Magda Soares “Letramento” que é perfeito.



Abraços fraternos,

Florência Vieira

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Sugestões de leituras

Questões de Linguagem
Autores: Maria Helena Martins (Org.)
Coleção: Repensando o Ensino

Oficina de leitura – Teoria & Prática
Autora: Ângela Kleiman
Editora: Pontes – Editora da Unicamp

Texto e Leitor - Aspectos Cognitivos da Leitura
Autora: Ângela Kleiman
Editora: Pontes – Editora da Unicamp

  • DICAS

    6 práticas de um ótimo professor
    Prof. Brandão Minardi


Aquele educador, você sabe "aquele", o admirado por todos na instituição, o professor dos professores, não surge por acaso. Tampouco nasce pronto, com o dom de lecionar. Ao contrario, ele se faz no dia-a-dia, através de pequenos gestos que fazem a diferença para os alunos. Veja algumas dicas para que você se torne um educador ainda melhor.

1. O foco não é você, mas seus alunos.

Alguns professores se vêem como os entendidos absolutos de um assunto, que com o seu conhecimento compartilhado impacta para sempre a vida dos estudantes. Pensar assim e uma maneira rápida de matar uma aula. Os melhores educadores não se perguntam, todo o dia "o que eu vou fazer hoje?". O questionamento deles e "o que é mais útil que meus alunos façam hoje?".

2. Estude os estudantes.

Conhecer sua disciplina não basta. E preciso entender as pessoas que estão ali, sentadas na sua frente. Quais são seus desejos, seus talentos, suas experiências previas de vida (mesmo que você dê aula para o jardim da infância seus alunos tem experiências prévias). E, mais importante, o que eles desejam aprender e como?

3. Se voce quer que seus alunos assumam riscos, crie um ambiente seguro.

Uma pessoa só aprende caso reconheça, primeiro, que não sabe muita coisa sobre o assunto em questão. E reconhecer a ignorância, principalmente para classes mais adiantadas, significa colocar-se em uma posição desconfortável, de risco. Um terreno nunca antes desbravado. Para diminuir o impacto, e preciso criar um ambiente seguro e confortável. Quem tem espaço e recursos, pode ate colocar um sofá e almofadas confortáveis no canto da sala, para estimular leituras e pesquisas. Apele, também, para a velha tática de pendurar os trabalhos de seus alunos nas paredes, um apoio visual que os reassegura de seus potenciais. Sim, isso vale para qualquer série. Que tal reproduzir aquela boa resposta ou trecho de redação e colocar no mural?

4. Paixão é tão importante quanto o conteúdo.

A paixão, aquela gana de estar em uma sala de aula e dar o melhor de si é o que diferencia os bons professores daqueles ótimos educadores, que são admirados por todos. Não tenha medo de se apaixonar por seu trabalho. Os alunos percebem aqueles educadores que se importam, que estão ali para fazer a diferença, e aqueles que apenas cumprem o horário.

5. Seja claro.

Outro atributo dos melhores professores e a capacidade de ser claro mesmo quando o assunto e complicado. Equações, phrasal verbs, analise sintática e morfológica. Com jeitinho e paciência, não existe assunto complicado que não possa ser transmitido de forma a que todos entendam. Abandone os jargões de sua profissão, use a linguagem de seus alunos.

6. Bons professores perguntam e ouvem mais do que falam.

Lembra que falamos, lá em cima, sobre os alunos estarem em terreno desconhecido para eles? Que tal dar-lhes uma ajuda para que cada um explore o local a sua maneira? Faça perguntas que os levem a tirar suas próprias conclusões, que estimulem a discussão sobre a matéria. Não e difícil. Tais questões são simples como:

- Por que isso aconteceu desse jeito? Vamos lá, chuta uma razão

- Como você acha que o problema foi resolvido?

E similares.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

É isso aí ...

Para todos nós, educadores, que acreditamos na Educação como meio de transformação social.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Teias


Ao construirmos teias
sonhos se realizam.
Alguns se perdem nos cantos
de salas vazias
Outros se multiplicam e nos
ligam a diversas outras
teias ...
E assim tecemos o dia-a-dia.
Na luta constante pela sobrevivência;
nas inúmeras experiências;
nas feridas curadas;
nos amores "amados" ...
Assim tecemos, tecemos, tecemos.
Texto produzido em grupo no 1º Encontro em Montes Claros, dia 25/03/09.
Dinâmica: "A moça tecelã"