segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

3ª Etapa de Formação - GESTAR II

Fotos da nossa 3 ª Etapa de Formação
Belo Horizonte - MG
Data: 23 e 24 de novembro de 2009

O nosso encontro foi excelente. Compreendeu um clima de satisfação avaliação, troca de experiências e despedida. O Gestar conseguiu mudar muitos conceitos, ampliar saberes, Promover amizades e motivar-nos para o ensino / aprendizagem da Língua Portuguesa sob um novo olhar. Olhar que Permite ao professor assumir uma postura de pesquisador e Tornar o espaço da sala de aula um lugar de aprendizagem efetiva.

Tamar e Edleuza
Áurea, Edleuza e eu.





Oficina Livre e avaliação- Data: 14/11/09

“Nós vos pedimos com insistência:
não digam nunca
isso é natural.

Sob o familiar,
descubram o insólito.
Sobre o cotidiano, desvelem o inexplicável.
Que tudo que é considerado habitual
provoque a inquietação.
Na regra, descubram o abuso.
E sempre que o abuso for encontrado,
encontrem o remédio.”
Bertolt Brecht




A inquietação provocada pela oficina passada sobre variantes lingüísticas motivou-nos para a realização desta oficina livre, na qual pudemos discutir e aprofundar nossos conhecimentos sobre este assunto.


Para motivação inicial utilizamos o vídeo com a música “Another brick in the wall - Pink Floyd”, a partir dela pudemos refletir sobre o nosso papel enquanto educadores. Logo após, sugerimos que os professores cursistas respondessem algumas questões pertinentes às variantes lingüísticas. O objetivo era contrapor a visão que os professores têm sobre o assunto com a opinião do renomado professor da UNB Marcos Bagno e defensor das variedades lingüísticas. O nosso texto base para esta discussão foi a entrevista dada a Sérgio Simka da revista “Discutindo Língua Portuguesa Especial”, intitulada ERRO SOBRE “ERRO”.

Na entrevista Bagno disserta sobre o abismo socioeconômico existente entre a considerada “norma padrão” ou “culta” do português e suas diversas variações faladas pela maioria da população. Ele acredita que “a noção de erro em língua é inaceitável dentro de uma abordagem científica dos fenômenos da linguagem. Nenhuma ciência pode considerar a existência de erros em seu objeto de estudo”. Assim sendo, os professores puderam expor suas ideias e avaliar novos conceitos.

Nesse contexto, entendemos que a língua é dinâmica e que devemos desenvolver em nossos alunos a capacidade de expressão e reflexão da língua. Segundo Bagno a norma culta deve ser o principal objeto de estudo nas escolas, mas uma norma culta real e não idealizada. A norma culta real seria identificável na fala e na escrita atual da população culta do país. A norma culta idealizada só serve aos gramatiqueiros que adotam uma prática classificatória, normativa e conceitual da língua e que de nada serve ao processo de aprendizagem significativo da língua portuguesa.

Ainda nessa perspectiva de mudança de conceitos e aprimoração de saberes finalizamos esta oficina livre com a mensagem de Rubem Alves “Educar o olhar”.

Educar o olhar

“Educar é mostrar a vida a quem ainda não a viu.
O educador diz: “Veja!” - e, ao falar, aponta.
O aluno olha na direção apontada e vê o que nunca viu.
Seu mundo se expande.
Ele fica mais rico interiormente...”
“E, ficando mais rico interiormente, ele pode sentir mais alegria
e dar mais alegria - que é a razão pela qual vivemos.”
“Já li muitos livros sobre psicologia da educação, sociologia da educação, filosofia da educação – mas, por mais que me esforce, não consigo me lembrar de qualquer referência à educação do olhar ou à importância do olhar na educação, em qualquer deles.”
“A primeira tarefa da educação é ensinar a ver...
“É através dos olhos que as crianças tomam contato com
a beleza e o fascínio do mundo...”
“Os olhos têm de ser educados para que nossa alegria aumente.”
“A educação se divide em duas partes: educação das habilidades
e educação das sensibilidades...”
“Sem a educação das sensibilidades, todas as habilidades
são tolas e sem sentido.”
“Os conhecimentos nos dão meios para viver.
A sabedoria nos dá razões para viver.”
“Quero ensinar as crianças.
Elas ainda têm olhos encantados.
Seus olhos são dotados daquela qualidade que, para os gregos,
era o início do pensamento:...”
“...a capacidade de se assombrar diante do banal
“Para as crianças, tudo é espantoso:
um ovo, uma minhoca, uma concha de caramujo, o vôo dos urubus,
os pulos dos gafanhotos, uma pipa no céu, um pião na terra.
Coisas que os eruditos não vêem.”
“Na escola eu aprendi complicadas classificações botânicas,
taxonomias, nomes latinos – mas esqueci.
Mas nenhum professor jamais chamou a minha atenção para a beleza de uma árvore...
...ou para o curioso das simetrias das folhas.”
“Parece que, naquele tempo, as escolas estavam mais preocupadas em fazer com que os alunos decorassem palavras que com a realidade para a qual elas apontam.”
“As palavras só têm sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor.
“Aprendemos palavras para melhorar os olhos.”
O ato de ver não é coisa natural.
Precisa ser aprendido.”
“Há muitas pessoas de visão perfeita
que nada vêem...
O ato de ver não é coisa natural.
Precisa ser aprendido.”
“Quando a gente abre os olhos, abrem-se as janelas do corpo,
e o mundo aparece refletido dentro da gente.”
“São as crianças que, sem falar, nos ensinam as razões para viver.
Elas não têm saberes a transmitir.
No entanto, elas sabem o essencial da vida.”
“Quem não muda sua maneira adulta de ver e sentir
e não se torna como criança jamais será sábio.”
Rubem Alves


À tarde realizamos uma oficina de avaliação na qual os professores cursistas participaram da dinâmica “Para mim a 1ª Etapa de Formação do Gestar II foi...” Assistiram ao vídeo “Trabalho em equipe”, expuseram suas ideias, sugestões e reclamações também. Foi um momento muito agradável de socialização dos portifólios, depoimentos e interação.

Avaliar é necessário, torna-se uma constante em nossas vidas. Avaliamos nossas ações, nossas atitudes diárias, nossos relacionamentos e sentimentos e principalmente nossas interações e aprendizagens. São reflexões e julgamentos necessários ao nosso aprimoramento pessoal e profissional. Na prática educativa, a avaliação incide sobre nossos objetivos, sobre o ensino-aprendizagem dos nossos alunos e sobre os resultados esperados.







segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Oficina da Tp1

“Tudo no mundo está dando respostas,
O que demora é o tempo das perguntas”
José Saramago

Linguagem e cultura



As oficinas do caderno de teoria e prática da TP 1 - Linguagem e Cultura – foram realizadas no dia 31/10/09, com duração de 8h, na Escola Estadual Pio XII. Iniciamos nosso encontro com a mensagem “Palavras” – Titãs. Ainda no primeiro momento reformulamos o calendário das oficinas do Gestar II de acordo com as orientações da SEE e logo após demos início aos relatos dos “Avançando na Prática”. Percebemos que a maioria dos professores não havia realizado as atividades propostas alegando falta de tempo para aplicá-las e concluí-las. Combinamos então, que faríamos o estudo dos textos de referência e a realização das oficinas e que no próximo encontro continuaríamos com os relatos.

Nosso estudo contemplou o texto e as variantes da língua como decorrentes da relação entre linguagem e cultura. Pudemos rever assuntos como dialetos e registros, norma culta, modalidades da língua entre outros. Esses assuntos, muitas das vezes, são explorados de forma equivocada em sala de aula refletindo dessa forma, dificuldades de análise por parte dos alunos na maioria das atividades de linguagem. Nesse sentido, foram utilizados slides do Marcos Bagno sobre “Preconceito Linguístico”. A discussão sobre o tema foi enriquecedora e gerou polêmica ao abordarmos o nível de estigma e de prestígio da língua na sociedade. Ainda há pessoas e professores que não compreendem a língua como um processo lingüístico e sim como valor social atribuído ao seu poder aquisitivo, ou seja, classe social. Portanto, é imprescindível a discussão de pontos relevantes das Tps para que possíveis equívocos sejam esclarecidos.



segunda-feira, 2 de novembro de 2009

2º Cronograma de Oficinas

CRONOGRAMA – GESTAR II – 2ª ETAPA ( de acordo com as orientações da SEE/MG)

Data: 31/10/2009

Oficinas: TP 1

Duração: 8h

obs: Realizada


Data: 14/11/2009

Oficinas: Livre
Avaliação

Duração: 8h

obs: Realizada


Data: 12/12/2009

Oficina: TP 2

Duração: 8h


Data: 27/02/2010

Oficina: TP 6

Duração: 8h


Data: 20/03/2010

Oficina: Livre


Duração: 8h


Duração: 17/04/2009

Oficina: Livre
Avaliação

Duração:8h

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Oficina livre e projeto

Atividade:
Projeto
Oficina livre

Duração: 8 horas
Data: 26/09


“Na vida, não existem soluções.
Existem forças em marcha: é preciso criá-las
e, então, a elas seguem-se as soluções."

Antonie de Saint Exupéry

Nossas oficinas aconteceram no dia 26/09/09. Apresentamos a estrutura de projeto de acordo com o programa Gestar II que está na página 51 e 52 do guia geral. Primeiro fizemos uma discussão sobre “o que é projeto?”, esclarecemos que este deve ser um projeto de ação e que a sua temática é sobre leitura e escrita. Além disso, o mesmo poderá ser realizado por escola, em conjunto com outros professores cursistas.
Foi também, um momento de troca de ideias, já que, alguns professores socializaram experiências de projetos vivenciados em outros momentos e que proporcionaram uma discussão ampla sobre acertos e enganos ao se trabalhar com projetos. O fator principal está justamente na sua construção, seja individual ou coletiva. É preciso definir ações, papéis, estratégias ...
Nesse sentido, foram formados grupos para discussão e levantamento das questões pertinentes ao seu desenvolvimento. Esse momento foi imprescindível, pois muitos não sabiam como trabalhar com projetos. Orientei para que, primeiramente, definissem uma situação-problema e a partir daí construindo passo a passo o projeto.
Realizamos também uma sessão pipoca com o filme “Narradores de Javé” e após, debatemos as questões do roteiro abaixo:
Análise do filme “Narradores de Javé”

1- O que significa fazer o “papel de escriba”?
2- Qual o papel do escriba naquela comunidade?
3- Analise os traços de oralidade daquela comunidade.
4- Analise o processo de construção da escrita do personagem que faz o papel de escriba.
5- Qual a relação entre oralidade e escrita?
6- Analise as práticas de letramento daquela comunidade.
7- Com você percebe a relação entre ser alfabetizado e ser letrado no contexto do filme?
8- Em que atividades práticas, no contexto da sala de aula, você exerce o papel de escriba.
9- Qual a importância do escriba na construção da leitura e da escrita?


Finalizamos com a mensagem de Rubem Alves "Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre." Extraído do livro "O amor que acende a lua".



Um pouco de história...


O método dos projetos foi proposto por diversos autores americanos a partir de 1908.
Segundo Dewey (1859-1952) o ensino deve basear-se na AÇÃO, e não na instrução; a escola deve estar ligada à vida e aos problemas da comunidade em que está inserida, o conhecimento não é “gratuito”, está sempre interessado nos objetivos que possam ser alcançados.
Propôs o sistema de projetos, que segundo ele deveria ter as seguintes características:

  • deve girar em torno de algo que é, ao mesmo tempo, de interesse da classe e da comunidade local;
  • é algo que envolve toda a classe ou grupos de alunos. Também deve envolver pessoas fora sala e da escola;
  • deve envolver trabalho manual e intelectual;
  • exige um ensino globalizado (todas as disciplinas se voltam para a resolução dos problemas que surgem durante o desenvolvimento do projeto);
  • deve desenvolver da capacidade dos alunos de buscar informação/ “aprender a aprender”.



Projetos didáticos


Para Jolibert (1994), um projeto se constitui em um trabalho no sentido de resolver um problema, explorar uma idéia ou construir um produto que se tenha planejado ou imaginado. O produto de um projeto deverá ter necessariamente significado para quem o executa.


Por que, então, trabalhar com projetos?



As atividades realizadas em sala de aula passam a ter um maior significado para os alunos, pois todas elas estão articuladas visando a um “produto final”, que é desejado e compartilhado por todo o grupo.
A perspectiva de alcançar um produto final gera uma maior motivação e interesse por parte dos alunos.
Estimula os alunos a fazer escolhas e comprometer-se com suas escolhas, assumindo responsabilidades.
Possibilita a realização de um trabalho coletivo interdisciplinar.

Assim em geral, o projeto resulta numa aprendizagem significativa (ou seja, prazerosa, que tem significado para o aluno, que tem relação com sua vida, que lhe desafia, que traz, de fato, uma ampliação de conhecimentos...)


Referências bibliográficas
BRANDÃO, Ana Carolina P, SELVA, Ana Coelho V., COUTINHO, Marília. In: SOUZA, Ivane P. e BARBOSA, Maria Lúcia, F. de F. (orgs.). Práticas de leitura no ensino fundamental. Belo Horizonte: Autêntica, 2005.
LEITE, Lúcia Helena A. Pedagogia dos projetos: intervenção no presente. Revista Presença Pedagógica, v. 2, no 8, março/abril de 1996. pág. 24-33.





PROJETO PARA FINALIZAÇÃO DO PROGRAMA GESTAR II



É verdadeiro quando se afirma que não há um modelo único e correto para a elaboração de um projeto; porém é importante ressaltar a necessidade do mesmo conter: introdução (o que é, como é por quê), desenvolvimento (solução do problema por meio de referencial teórico-metodológico) e conclusão (resultado da aplicação do método e da técnica).
Podemos tomar como norte as seguintes questões:

1- O QUE FAZER? (OBJETO DA PESQUISA - INTRODUÇÃO)
2- POR QUÊ? (JUSTIFICATIVA)
3- PARA QUÊ? (OBJETIVOS)
4- PARA QUEM FAZER? (OBJETIVOS ESPECÍFICOS)
5- ONDE FAZER? (COLETA DE DADOS E ANÁLISE DOS MESMOS)
6- COMO? (METODOLOGIA)
7- COM QUÊ? (METODOLOGIA)
8- QUANTO? (COLETA DE DADOS)
9- QUANDO? (CRONOGRAMA)

Considerando a estrutura do projeto solicitado pelo curso, temos algumas etapas já definidas previamente, conforme páginas 51 e 52 do Guia Geral do programa (Língua Portuguesa), as quais tomaremos como referência. Mas vale lembrar que a inserção de outras informações também é bem vinda e essencial a realização de um trabalho mais completo (introdução, bibliografia, anexos... por exemplo) Com relação às orientações do guia temos:

Temática: definição do tema envolvendo a realidade do grupo a ser trabalhado (uma dificuldade encontrada nesse grupo, por exemplo).

Problemática: formulação do problema que é o ponto de partida para o trabalho. O problema precisa ser significativo e relevante; precisa trazer alguma contribuição para o avanço ou sistematização do conhecimento. Ser claro e preciso. Ser viável e passível de solução. É o norte par elaboração do projeto.

Fundamentação teórica: definir os conceitos e teorias que darão base a todas as ações desenvolvidas. Nesse momento, o registro de estudos, posicionamentos, práticas desenvolvidas por profissionais na área em questão que fortaleçam as nossas ações. Tanto a formulação do problema quanto o levantamento da hipótese são influenciados conscientes ou inconscientemente pela fundamentação teórica que deve estar contida na justificativa do projeto.

Objetivos: esclarecimento do que se quer alcançar com o desenvolvimento do trabalho.

Metodologia: descrição de como será executado o trabalho; definição dos passos a serem trabalhados. Quais os procedimentos/estratégias adotadas a fim de que se comprove a hipótese levantada. Operacionalização da proposta.

Cronograma: identificação de cada etapa do trabalho focando data, tempo destinado a cada uma das atividades propostas.

Equipe de trabalho: definição dos parceiros envolvidos na prática do trabalho planejado. Quem são os envolvidos nas atividades. Definição de responsabilidades. Quando definidas áreas de trabalho; o que cada uma delas realizará.

Avaliação: análise dos resultados das atividades propostas e executadas viabilizando reflexão e viabilização de retomadas, replanejamento.


quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Relatório da TP 05 - Estilo, coerência e coesão





“Ler e escrever
é sobreviver”
Tamar Rabelo, 1º Encontro de Formação



“Algo a dizer a alguém.
Não nasce do nada.
Estabelece relação onde está inserido.”

Então...
Ler não é condição para escrever.
Ler é munição para sobreviver.
Sobreviver é escrever também.
Ler é vontade de entender o mundo.
Escrever é a vontade de transformar o mundo.
Não é possível idealizar o mundo sem saber o que existe nele

ESCREVER é...
desejo dos outros se reproduzirem em nós.
Desejo de nos reproduzirmos, nos multiplicarmos.
Desejo de nos imortalizarmos através de nossas palavras.
Desejo de expressar todo o conhecimento adquirido através de leituras, pessoas, família e vivência em sociedade


Profª.Leila Pryjma

www.sjose.com.br/download/leila_pryjma/o_que_eh redacao



O desejo de multiplicarmos nossos conhecimentos e experiências, de transformar a vida dos nossos alunos e estabelecer relações afetivas e efetivas de ensino/ aprendizagem nos impulsiona para a realização de cada oficina do Gestar II. Elas têm sido espaços de aprendizagem e reflexão dos acertos e enganos que envolvem a língua portuguesa.
Encerramos a 1ª Etapa do nosso cronograma de oficinas do Gestar II e realizamos as oficinas 09 e 10 da TP 5 – Estilo, coerência e coesão no dia 12/09/09, no período da manhã e da tarde.
O professor Kleber, formador de matemática, conduziu a mensagem do dia com ações e palavras motivadoras. Foi um momento de interação e descontração com os cursistas de matemática.
Depois, dividimos as turmas e iniciamos nossas atividades com os relatos dos “Avançando na prática” das TPS 3 e 4. Nos relatos da TP 3 sobre gêneros textuais relembramos que o nosso desempenho lingüístico se dá por textos. O texto como atuação social e o texto como organização de informações, o que nos possibilita classificá-lo quanto ao gênero.
Vários professores realizaram o mesmo avançando na prática da pg. 25 sobre biografia. O desenvolvimento foi satisfatório e alguns professores perceberam que muitos alunos não sabiam diferenciar biografia de bibliografia, surgindo à necessidade de trabalhar as diferenças entre esses gêneros. Além disso, a discussão sobre o tema trabalho foi proveitosa, já que possibilitou a exposição de idéias e reflexões sobre o que é trabalho e sua valorização na sociedade. O que podemos perceber é que os problemas de escrita foram praticamente os mesmos. Os alunos apresentaram dificuldades na produção da biografia em 3ª pessoa e na ordenação de parágrafos. É importante informar o quanto os professores gostaram da metodologia do material do Gestar e de como ele proporciona a aprendizagem significativa, pois no final da atividade o objetivo foi alcançado. A nossa discussão deu abertura para envolver conhecimentos e diferentes estratégias de aplicação das atividades.
Já nos relatos da TP 4 sobre leitura e processos de escrita 1 fizemos algumas considerações sobre o letramento, uso social da linguagem como base para todo ensino a partir de textos. A discussão sobre o desenvolvimento da leitura em sala de aula oportunizou a contemplação de dois avançando na prática por dois cursistas, o que resultou na troca de experiências, sugestões e comentários a respeito das atividades. Os professores expuseram a dificuldade de desenvolver a prática de leitura por causa da resistência de alguns alunos ao ato de ler. Foi sugerido que os professores fizessem uma sondagem para descobrir a causa dessa resistência. A leitura deve ser um ato de prazer e não de obrigação associada à pressão e punição. Talvez esse aluno precise elevar sua auto-estima, tenha problemas de dicção, vergonha ou já vivenciou alguma situação constrangedora em sala de aula em atividades de prática de leitura. Dessa forma, o professor deve criar um ambiente de respeito e valorização pessoal para que esses alunos adquiram confiança, segurança e acolhimento na escola.
Apesar de todo estimulo aos relatos de experiência a fim de discutirmos acertos e enganos percebemos que alguns professores não conseguem expor seus reais problemas de sala de aula. Esclarecemos que o conhecimento é construído no diálogo e na argumentação de diferentes pontos de vista e, portanto não há motivo para insegurança ou medo de expô-los.
O estudo da Tp 5 possibilitou a reflexão e a discussão dos processos que envolvem as relações lógicas dos textos orais e escritos, noções de estilo e estratégias de construção de sentidos na leitura e produção de textos. A compreensão sobre coerência e coesão textual foi realizada na prática com as oficinas 9 e 10 da TP5 e com a dinâmica dos objetos soltos, adaptação da dinâmica das palavras soltas. Foi uma atividade muito divertida e significativa porque os professores perceberam como é difícil para o aluno desenvolver a sequencialização dos elementos lingüísticos num texto oral. Os próprios professores sentiram essa dificuldade.
O dia estava muito quente, mas conseguimos realizar nossa oficina com alegria e entusiasmo. Finalizamos com a avaliação das nossas atividades e com a leitura do texto de Rubem Alves “Gaiolas e asas”. Tenho a sensação de que todos se perguntaram se ensinam com ferramentas e brinquedos. Ferramentas permitem voar pelos caminhos da alma e brinquedos permitem voar pelos caminhos da alma. Sei que a reflexão desse texto e imprescindível.
Abraços,
Florência Vieira.

domingo, 13 de setembro de 2009

Relatório da 2ª Etapa de acompanhamento



GESTAR II – Belo Horizonte

“Não há uma língua portuguesa.
Há línguas em português”.
José Saramago

A 2ª Etapa do Gestar II aconteceu em Belo Horizonte, no período de 24/08 a 28/08. Eu estava ansiosa para rever o pessoal e a nossa formadora Tamar Rabelo. Inicialmente nossas atividades foram de socialização dos portfólios dos professores cursistas. O material apresentado estava muito bonito e foi ponto de partida para a troca de experiências, depoimentos e reflexões. A nossa discussão foi pautada nos problemas de leitura e escrita e na importância de se desenvolver o programa com consciência. Pudemos perceber que os nossos problemas são semelhantes, mas a satisfação de estar participando efetivamente do Gestar nos motiva e nos engrandece.
O Gestar tem sido um espaço de aprendizado, reflexão e inovação, porque proporciona momentos surpreendentes e importantíssimos para o nosso aperfeiçoamento profissional e pessoal.
Nessa 2ª etapa de acompanhamento estudamos as TPs 1, 2 e 6. Discutimos os aspectos que envolvem a cultura, a arte e a literatura; além da gramática e produção textual. O estudo dessas TPs dá continuidade à construção e ao conhecimento de uma nova prática pedagógica que estimula o fazer na sala de aula.
O trabalho com a língua portuguesa cada vez mais me fascina e com o Gestar pude ampliar os meus conceitos, rever e formular outros que se modificaram em função do dinamismo da língua, de pesquisas e estudos que validam e justificam tais mudanças.
Nesse contexto buscamos construir uma prática significativa do ensino da língua e do desenvolvimento da competência comunicativa dos nossos alunos.
Portanto temos a missão de multiplicar o conhecimento e envolver alunos e professores nesse processo de transformação.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

2ª Etapa de formação

A 2ª Etapa de formação do Gestar foi excelente. Em breve postarei o relatório do nosso encontro que aconteceu em Belo Horizonte, cidade muito agradável.
Abraços,
Florência



Adalgisa(formadora de São Francisco), Edleuza, eu e Áurea.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Relatório da TP4




“Um livro caindo n’alma
É germe na palma
É chuva que faz o mar.”

CastroAlves
in:O pequeno planeta perdido, Ziraldo


As oficinas da “TP4 – Leitura e Processos de Escrita I” foram muito proveitosas. Pela manhã, para descontrair, iniciei com uma mensagem muito bonitinha sobre a nova ortografia da Língua Portuguesa. Em seguida fomos aos relatos da “TP3 – Gêneros Textuais”, mas infelizmente os professores não puderam relatar. As escolas ficaram paralisadas praticamente trinta dias, por causa das férias e da nova gripe. Além disso, outras atividades (avaliações bimestrais, feriados, cursos) impossibilitaram a aplicação das atividades. Aproveitei o momento para reforçar o compromisso que o professor cursista deve ter com as atividades propostas e entrega dos portfólios atualizados.
Como era previsto que muitos não teriam condições de realizar os “Avançando na prática” e consequentemente relatá-los, dei então continuidade aos trabalhos. O ponto de partida foi o texto “Moça Tecelã” da Marina Colasanti no qual pudemos realizar uma seqüência de leitura (objetiva, inferencial e avaliativa). Os professores puderam a partir deste texto repensar e reescrever. Surgiram produções excelentes, num clima tranquilo e produtivo.
Para aprofundar nossa discussão sobre leitura utilizei o material da professora Cátia Martins “A construção da escrita e da leitura” que proporcionou algumas reflexões teóricas e práticas a respeito do tema, e ainda propôs metodologias que facilitam a compreensão de textos. Neste momento pudemos enfatizar a importância do letramento numa sociedade cada vez mais competitiva e como a escola deve garantir aos seus alunos sua efetiva promoção e sucesso.
O texto de referência de Matencio deu suporte para a discussão sobre letramento, alfabetização e escolarização. As questões foram debatidas e os professores concluíram que precisam melhorar a prática de leitura e escrita dando significação ao trabalho em sala de aula, atribuindo relação entre o fazer e os usos da escrita no dia-a-dia. Realizamos o planejamento e exploração do poema Cidadezinha qualquer e a atividade proporcionou a interação entre os grupos de séries afins. Finalizamos com o vídeo “Eu só peço a Deus”.
Abri a oficina da tarde com o livro “O carteiro chegou – Janet e Allan Ahberg” e logo em seguida iniciei com o material da TP4- Ensino da escrita. Alguns professores perceberam que ainda trabalhavam com a redação escolar, que a produção de texto é competência do professor e requer processos que a fundamentem. A discussão foi muito boa, mas melhor ainda foi o texto de referência da Ângela Kleiman –“Por que meu aluno não lê?”. Ele possibilitou levantar por parte dos professores vários fatores que impossibilitam o desenvolvimento da leitura e escrita na escola. O fator principal é cultural, pois acreditam que a leitura não é estimulada desde cedo e dessa forma fica a margem tanto pela família quanto pela escola. Contudo ficou evidente que se a família não faz a escola tem obrigação de fazê-lo. E ainda enfatizaram que o professor deve ser o primeiro a dar exemplos e mostrar-se um verdadeiro leitor. O gosto pela leitura deve ser estimulado o quanto antes e aí, consideraram que o professor das séries iniciais deveria assumir essa postura também. Mas não deixaram de evidenciar que a falta de compromisso dos alunos têm desmotivado a todos. Por isso afirmei que as aulas de Língua Portuguesa devem ser atraentes e estimular o desenvolvimento das competências sócio-comunicativas dos nossos alunos. Se bem planejadas a diferença acontecerá para muitos alunos e com o tempo para todos. O Gestar II pretende justamente isso, descobrir a dificuldades encontradas no trabalho da leitura e da escrita e daí buscar soluções para essas dificuldades. Entender que a leitura é um ato prazeroso, antes de tudo, é fundamental.
Os professores demonstraram interesse e compromisso com as oficinas. Os encontros têm sido extremamente enriquecedores e a troca de experiências proporcionado muitas vivências. Acredito que em breve nossas discussões aprofundarão e teremos momentos significativos com os relatos dos Avançando na prática. A avaliação foi positiva e o nosso próximo encontro será dia 12/09. Finalizei com o poema da Magda Soares “Letramento” que é perfeito.



Abraços fraternos,

Florência Vieira

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Sugestões de leituras

Questões de Linguagem
Autores: Maria Helena Martins (Org.)
Coleção: Repensando o Ensino

Oficina de leitura – Teoria & Prática
Autora: Ângela Kleiman
Editora: Pontes – Editora da Unicamp

Texto e Leitor - Aspectos Cognitivos da Leitura
Autora: Ângela Kleiman
Editora: Pontes – Editora da Unicamp

  • DICAS

    6 práticas de um ótimo professor
    Prof. Brandão Minardi


Aquele educador, você sabe "aquele", o admirado por todos na instituição, o professor dos professores, não surge por acaso. Tampouco nasce pronto, com o dom de lecionar. Ao contrario, ele se faz no dia-a-dia, através de pequenos gestos que fazem a diferença para os alunos. Veja algumas dicas para que você se torne um educador ainda melhor.

1. O foco não é você, mas seus alunos.

Alguns professores se vêem como os entendidos absolutos de um assunto, que com o seu conhecimento compartilhado impacta para sempre a vida dos estudantes. Pensar assim e uma maneira rápida de matar uma aula. Os melhores educadores não se perguntam, todo o dia "o que eu vou fazer hoje?". O questionamento deles e "o que é mais útil que meus alunos façam hoje?".

2. Estude os estudantes.

Conhecer sua disciplina não basta. E preciso entender as pessoas que estão ali, sentadas na sua frente. Quais são seus desejos, seus talentos, suas experiências previas de vida (mesmo que você dê aula para o jardim da infância seus alunos tem experiências prévias). E, mais importante, o que eles desejam aprender e como?

3. Se voce quer que seus alunos assumam riscos, crie um ambiente seguro.

Uma pessoa só aprende caso reconheça, primeiro, que não sabe muita coisa sobre o assunto em questão. E reconhecer a ignorância, principalmente para classes mais adiantadas, significa colocar-se em uma posição desconfortável, de risco. Um terreno nunca antes desbravado. Para diminuir o impacto, e preciso criar um ambiente seguro e confortável. Quem tem espaço e recursos, pode ate colocar um sofá e almofadas confortáveis no canto da sala, para estimular leituras e pesquisas. Apele, também, para a velha tática de pendurar os trabalhos de seus alunos nas paredes, um apoio visual que os reassegura de seus potenciais. Sim, isso vale para qualquer série. Que tal reproduzir aquela boa resposta ou trecho de redação e colocar no mural?

4. Paixão é tão importante quanto o conteúdo.

A paixão, aquela gana de estar em uma sala de aula e dar o melhor de si é o que diferencia os bons professores daqueles ótimos educadores, que são admirados por todos. Não tenha medo de se apaixonar por seu trabalho. Os alunos percebem aqueles educadores que se importam, que estão ali para fazer a diferença, e aqueles que apenas cumprem o horário.

5. Seja claro.

Outro atributo dos melhores professores e a capacidade de ser claro mesmo quando o assunto e complicado. Equações, phrasal verbs, analise sintática e morfológica. Com jeitinho e paciência, não existe assunto complicado que não possa ser transmitido de forma a que todos entendam. Abandone os jargões de sua profissão, use a linguagem de seus alunos.

6. Bons professores perguntam e ouvem mais do que falam.

Lembra que falamos, lá em cima, sobre os alunos estarem em terreno desconhecido para eles? Que tal dar-lhes uma ajuda para que cada um explore o local a sua maneira? Faça perguntas que os levem a tirar suas próprias conclusões, que estimulem a discussão sobre a matéria. Não e difícil. Tais questões são simples como:

- Por que isso aconteceu desse jeito? Vamos lá, chuta uma razão

- Como você acha que o problema foi resolvido?

E similares.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

É isso aí ...

Para todos nós, educadores, que acreditamos na Educação como meio de transformação social.

video

terça-feira, 21 de julho de 2009

Teias


Ao construirmos teias
sonhos se realizam.
Alguns se perdem nos cantos
de salas vazias
Outros se multiplicam e nos
ligam a diversas outras
teias ...
E assim tecemos o dia-a-dia.
Na luta constante pela sobrevivência;
nas inúmeras experiências;
nas feridas curadas;
nos amores "amados" ...
Assim tecemos, tecemos, tecemos.
Texto produzido em grupo no 1º Encontro em Montes Claros, dia 25/03/09.
Dinâmica: "A moça tecelã"

domingo, 5 de julho de 2009

Relatório da TP3

“O senhor ... mire e veja o mais
importante e bonito do mundo é isto:
que as pessoas não estão sempre iguais,
não foram terminadas,
mas que elas vão sempre mudando.
É o que a vida me ensinou.
Isso me alegra. Muitão.”
Guimarães Rosa

Período:
JUNHO

Data: 27/06

Atividade: Oficina da TP 3

Duração: 8 horas

Responsável:Professor-formador

Público:Professores cursistas


Inicialmente fiz minha apresentação já que novos cursistas integraram o grupo. Esclareci algumas questões de ordem técnica e administrativa e pedi desculpas pelos transtornos que ocorreram na entrega do material e definição do local do nosso encontro. Em seguida realizei a dinâmica do fragmento de uma música, texto ou poema. Foi um momento de apresentação e interação entre os cursistas. A dinâmica utiliza a técnica do letramento onde vários textos são lembrados, abordando a concepção sóciointeracionista, pois vemos a linguagem como um processo de interação social. Pudemos presenciar relatos emocionantes de professores com as mais diversas situações e histórias de vida. Fragmentos foram lidos, cantados, declamados, chorados, ... A dinâmica resultou num clima mais descontraído e motivador para o estudo da TP3.
Logo após apresentei novamente a metodologia do programa, sistema de avaliação, estudo das TPs, versão do aluno e do professor, o avançando na prática, portifólio, plantão pedagógico e o projeto que deverá ser executado pelo professor cursista ao longo do ano. Expliquei passo a passo o programa GESTAR II procurando sanar todas as dúvidas. Lembrei ainda que as oficinas serão interativas e que a reflexão sobre a teoria e a prática da Língua Portuguesa era nosso ponto primordial. Portanto, era necessário o estudo das TPs, o relato do avançando na prática e a discussão de estratégias de ensino-aprendizagem. Finalizei, pela manhã, com um vídeo motivador. Encerramos mais cedo para o almoço porque não tivemos intervalo para o lanche.
Ao retornarmos iniciei com os “Envelopes da linguagem”. Dividi os grupos e solicitei que cada grupo definisse seus próprios critérios de seleção e classificação dos textos. Foi muito interessante porque cada um de nós temos uma forma de ver o texto e classificá-lo. O objetivo era reconhecer e classificar pelo nosso conhecimento intuitivo de gêneros, refletindo sobre suas características. Alguns professores encontraram dificuldades em selecionar os textos diante de tanta variedade, outros não. Terminada a apresentação dos envelopes da linguagem iniciamos nossa discussão teórica sobre os gêneros textuais e os tipos textuais da TP3. Os textos de referência( Gêneros textuais: definição e funcionalidade, Marcuschi e Descrição e dissertação, Platão e Fiorin) deram suporte teórico para os questionamentos que foram muitos. Além da riqueza de atividades e conteúdos apresentados na TP3. Uma professora questionou sobre a definição dos tipos textuais( narrativo, descritivo, dissertativo,preditivo e injuntivo) alegando não concordar porque na revista Nova Escola a classificação era outra. Eu salientei que cada periódico, jornal, rádio ou televisão, seguiam tendências, opiniões, vertentes, ideais ou concepções diferentes. Mas que o Gestar tem como base os PCNs, uma concepção de ensino sócio-construtivista e textos teóricos que fundamentavam e validavam o conteúdo. Assim como o livro didático conceitua de diferentes maneiras um assunto por se tratar de autores diferentes.
Paramos para um lanchinho (patrocinado pelas formadoras: Áurea, Edleuza e eu).
Voltamos para as oficinas 5 e 6. Lembrando que os relatos do avançando na prática ficaram para o nosso próximo encontro.
Para realizar as duas oficinas dividi três grupos: um grupo com o texto “Poema tirado de uma notícia de jornal” de Manuel Bandeira(nosso homenageado na FLIP/2009); um com o texto “Bom dia” de Gil e Milton e o terceiro grupo com o texto do Jô Soares. As atividades apresentadas foram excelentes e puderam enriquecer a prática dos professores. Sugestões são sempre válidas.
Encerramos com a avaliação da oficina alertando a todos sobre a importância de participar e contribuir com o processo. Aproveitamos para preencher uma ficha de identificação, evitando dessa forma problemas de comunicação.
Sobre a próxima oficina ressaltei a importância do estudo da TP4, cujo tema era “Leitura e processos de escrita I”. O estudo enriquece e torna a discussão fluente e rica.
A pergunta motivadora para nosso próximo encontro é “Como você acha que leitura, escrita e letramento se relacionam?”
E assim ficamos com a certeza de que precisamos aprimorar e atualizar nossos saberes profissionais para nos tornarmos profissionais melhores e pessoas melhores.

Abraços,

Florência




segunda-feira, 29 de junho de 2009

Nossa "Oficina da TP3" foi realizada sábado, dia 27/06/09 e foi ótima. Em breve estarei postando o relatório com todos os detalhes.
Aguardem!

Abraços,

Florência

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Antes e depois da palmatória




Recebi essa imagem por e-mail, enviada por minha mãe que também é professora. Minha reação primária foi a de qualquer outro professor que está atuando. O saudosismo aflora com toda veemência e reforçamos a idéia de que somos vítimas do sistema.
Quem nunca pronunciou esse tipo frase, “No meu tempo aluno respeitava professor e aprendia muito mais.”, “É por isso que a educação está desse jeito, os pais não estão nem aí para os filhos.” Sei que muitos são os questionamentos acerca do papel do professor, do aluno e da família na sociedade. O que fazer diante dessa realidade? De quem é a culpa pelo mau desempenho dos alunos. Do sistema? Da família? Do aluno? Nossa? A discussão é polêmica.
Em 1969 vemos claramente uma abordagem tradicional de ensino. O tradicionalismo apresenta a concepção de que o professor é detentor do saber e a culpa pelo fracasso escolar é responsabilidade do aluno. As aulas são expositivas centradas no professor e cabe ao aluno assimilar o conteúdo. Somos frutos do tradicionalismo e sabemos que na nossa época ele funcionou. Mas os tempos mudaram, nós mudamos e o mundo muda a todo instante. O que nos resta é a adequação ao novo, a busca e a aprimoração profissional. Esse cenário, apresentado em 2009 através da charge, é revoltante porque a culpa recai em todos nós professores. Não quero de forma alguma encontrar aqui os culpados. Quero encontrar a solução para o problema. E não podemos esquecer nunca que a nossa função é promover a efetiva aprendizagem dos nossos alunos.
Essa charge mostra o quão é importante o programa GESTAR II porque aparece para nós como uma possibilidade de melhoria no processo ensino-aprendizagem.
“O foco do GESTAR II é a atualização dos saberes profissionais e assim elevar a competência dos professores de Língua Portuguesa e dos alunos e, conseqüentemente, melhorar a capacidade de compreensão e intervenção sobre a realidade sódio-cultural”.
A concepção de ensino adotada pelo programa é a sócio-construtivista. Nesta visão, alunos e professores constroem juntos o conhecimento em sala de aula.
A teoria sócio-construtivista apresenta como ponto central a premissa de que aprendizagem e desenvolvimento são produtos da interação social. No GESTAR II “o professor é um mediador que coloca o aluno em contato com o conhecimento construído historicamente e com ele trabalha os conteúdos daquele nível de ensino. O professor não é mais o detentor do conhecimento, aquele que sabe de tudo, nem seus alunos são meros receptores do conhecimento”.Aqui “o professor aponta caminhos para que seus alunos descubram e construam de forma interativa os saberes”.
Vejo que o professor tem a função de promover a construção do conhecimento, garantindo ao aluno o acesso ao saber sistematizado e à formação de atitudes e habilidades, proporcionando condições para o exercício da cidadania e para a construção de uma sociedade mais justa, crítica, consciente e capacitada.
É através de incentivos, elogios, elevação da auto-estima, planejamento, e principalmente, levar em conta tudo o que os alunos já sabem para com isso estabelecer relações entre os conhecimentos prévios e os novos e a partir disso se orientar para sua prática diária. Dessa forma, portanto, o professor prepara bem suas aulas e estimula os seus alunos para a aprendizagem significativa, onde o desenvolvimento se dará de forma satisfatória.


Referências: PDE- GESTAR II / Guia geral

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Relatório das Oficinas Introdutórias


“... A cabeça da gente é uma só,
e as coisas que há e que estão
para haver são demais
de muitas, muito maiores diferentes,
e a gente tem de necessitar
de aumentar a cabeça
para o total.”
Guimarães Rosa

Relatório das Oficinas Introdutórias

A ansiedade tomou conta de mim literalmente. Estava ansiosa por tudo e por todos que me conhecem e me perguntavam sobre o GESTAR. O que era o Gestar?, como iria acontecer?, quando iria iniciar?, entre outros questionamentos.
Finalmente iniciamos o Gestar II, em Januária, com muito entusiasmo.
O primeiro momento foi excelente. Houve a abertura do programa, a fala de cada responsável, vídeos motivadores e música, num ambiente tranqüilo, em uma manhã tranqüila.
A equipe da S.R.E foi surpreendente e nos deu todo apoio. Também foi muito rica a interação com os professores formadores de matemática, o Prof.º Kleber e a Profª Maria Divino e com as minhas colegas, formadoras de Língua Portuguesa, Prof.ª Áurea e Prof.ª Edleuza. Aproveito este momento para agradecê-los
Já no segundo momento, após a entrega do material, pudemos ter o primeiro contato com os nossos professores cursistas. Confesso que esperava mais positivismo logo no 1º encontro. De início fomos bombardeadas com muitos questionamentos acerca do programa (o que já era esperado) e dos recursos para reprodução das atividades e outros materiais necessários. Foram envolvidas questões políticas, financeiras, temporais, de saúde, professora gestante, transporte, falta de lanche no dias das oficinas (tudo o que não era esperado), etc e etc. Sei que são muitos os problemas envolvendo recursos na educação e é necessário relatá-los. Mas nós temos que levar em consideração que para tudo há o momento certo, a hora certa e com as pessoas certas.
A SEE de Minas Gerais não disponibilizou recursos para auxílio no transporte dos professores que residem na zona rural, nem para material (xerox) e lanche.
Quanto ao material a equipe da SRE de Januária entrará em contato com os diretores das escolas para tentar solucionar essa questão. E sobre os outros questionamentos aguardaremos orientações.
Espero que o próximo encontro seja diferente. Que os professores venham abertos às discussões práticas e teóricas da Língua Portuguesa.
Enquanto isso vamos estudar!



“O que faz a diferença entre um bom professor e um excelente professor não está apenas nos cursos feitos, não aparece nas teses defendidas nem nas pesquisas realizadas. Independentemente dos anos da profissão. É a paixão pelo lecionar, por estar ali todos os dias. É algo que contagia os estudantes e que não pode ser fingido” Julio Clebsch.

sábado, 30 de maio de 2009

Implementação do Programa GESTAR II em Januária



Forma de execução

Realizada em apenas um dia, obrigatoriamente no dia 30 de maio, com duração de 8 horas, dividida em dois momentos distintos.

1º momento: ( Oficina Introdutória I) – Apresentação para a comunidade escolar (diretor, especialista, demais professores, cursistas e pais).

2º momento: ( Oficina Introdutória II) - Reunião somente com os cursistas para apresentação da metodologia do Programa, entrega do material, cronograma de atividades, sanação de dúvidas e esclarecimentos.

Cronograma das Oficinas

Período: MAIO
Data: 30/05
Atividade: Oficina Introdutória I
- Apresentar o GESTAR II
Duração: 4 horas
Responsável: Técnico do SRE e Professor-formador
Público: Comunidade Escolar


Atividade: Oficina Introdutória II
- apresentação
- metodologia do programa
- material( entregar e explicar)
- orientar estudos
- cronograma das próximas oficinas
- plantão do professor-formador
Duração: 4 horas
Responsável: Professor-formador
Público: Professores e cursistas

Período: JUNHO
Data: 27/06
Atividade: Oficina da TP 3
Duração: 8 horas
Responsável:Professor-formador
Público:Professores e cursistas


Período: AGOSTO
Data: 08/08
Atividade: Oficina da TP 4
Duração: 8 horas
Responsável: Professor-formador
Público: Professores e cursistas


Período: SETEMBRO
Data: 12/09
Atividade: Oficina da TP 5
Duração: 8horas
Responsável: Professor-formador
Público: Professores e cursistas


Período: SETEMBRO
Data: 21/09 a 25/09
Atividade: 2ª Etapa da capacitação de Professor-formador
Responsável: MEC
Público: Professor-formador de Língua Portuguesa e Matemática


domingo, 10 de maio de 2009

Memorial de Leitor






Memorial de leitor



“Ser leitor é ter em caminho absolutamente infinito
de descoberta e de compreensão do mundo. . .”
Fanny Abramovich

Ah, como eu gostaria de ter mais lembranças de leituras. Estive vasculhando todos os cantinhos e guardados da minha infância e adolescência em busca de títulos, autores, significados, marcas. . . E encontrei muitas recordações afetivas, engraçadas, surpreendentes, misteriosas e tristes.
Na infância, lembro-me claramente da hora em que ouvíamos histórias na fazenda do meu avô. Quando pequenos eu, minhas irmãs, primos e primas, sempre à tardinha, depois dos afazeres e brincadeiras, todos limpinhos, reuníamos para ouvir as histórias que meu avô narrava com propriedade. Esses momentos foram muito significativos em minha vida.
A fazenda era o melhor lugar que havia para brincar e passar as férias. Eu amava os meus avós e aquele lugar. Ás vezes fecho os olhos e me vejo transportada para lá. . .
Os contos de fadas rechearam minha infância, além das histórias do Sítio do Pica-pau Amarelo de Monteiro Lobato.
Já na adolescência, lembro-me do incentivo à leitura feito por minha mãe. O pequeno Príncipe, O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, O diário de Ana Maria A metamorfose, entre outros, alimentaram minha imaginação na adolescência.E por incrível que pareça, não me recordo de meus professores terem essa atitude. Líamos os textos didáticos que o professor de Língua Portuguesa trabalhava em sala de aula, mas não me recordo de ler por incentivo da escola ou de ter momentos de leitura na biblioteca. E apesar do incentivo em casa penso que ainda li pouco.
E na fase adulta, já na faculdade, descobri o gosto pela poesia. Eu amo poesia.
Carlos Drummond, Mário Quintana, Graciliano Ramos, Cecília Meireles, Ferreira Gullar e Jorge Amado são os meus autores preferidos.
Hoje tenho sede de leitura e de conhecimento.

sábado, 4 de abril de 2009

Relatando o 1º Encontro

Em Minas ...

“Devo dizer que nasci em Cordisburgo, uma cidadezinha não muito interessante, mas para mim sim, de muita importância. Além disso, em Minas Gerais; sou mineiro. E isto, sim, é o importante, pois, quando escrevo, sempre me sinto transportado para este mundo, Cordisburgo.” Guimarães Rosa

Em Minas Gerais, o primeiro encontro de Formadores do Gestar II, aconteceu na cidade de Montes Claros no período de 23 a 27 de março.Foi uma semana prazerosa e calorosa onde a aproximação aconteceu literalmente. No início alguns atropelos, mas logo solucionados.
Cheguei carregada de expectativas, anseios e motivação para saber e entender o que era o Gestar. Agora sei que é um programa voltado para a Gestão da Aprendizagem Escolar, o que me causou imensa satisfação. Acredito que é através da formação continuada que melhoraremos profissionalmente e encontraremos soluções para os problemas de ensino-aprendizagem tão comuns em nossas escolas.
Esse encontro resultou em amizades e troca de experiências. Adorei a turma toda e o meu grupo de trabalho. E por falar em trabalho, como o povo mineiro é criativo. Os trabalhos apresentados expressaram a riqueza cultural de diferentes cidades mineiras. E aí, apaixono-me cada vez mais por Minas.
Por ora, é estudar o material, ler os textos que servirão de base às discussões e preparar para as oficinas.

Ao trabalho,


Florência

Fotos do 1º Encontro - Montes Claros / MG












Palavra vai ...
Palavra vem ...
E com ela vamos articulando ideias, trocando experiências, vivenciando momentos, revelando pensamentos, considerando pontos, pronunciando, unindo, juntando, dialogando.
Penso que é dessa forma que as oficinas propostas pelo Gestar contribuirão para o nosso aprimoramento profissional e pessoal. É através dessa interação que construiremos os conhecimentos necessários ao fazer em sala de aula.
O blog “Oficina de ideias” tem a intenção de estabelecer o diálogo, ultrapassando as barreiras geográficas e culturais que nos separam. É a expansão do conhecimento acontecendo em rede.
Aqui será um espaço de atualização dos saberes profissionais em prol da qualidade do processo ensino-aprendizagem, pois cada um de nós, educadores, compomos essa rede de saberes que precisam ser divulgados, apreciados, enamorados.
E tomo a liberdade de incluir a todos, pois vejo no educador o compromisso, a dedicação, a paixão pelo que faz.
Apaixonarmos pelo o que fazemos é essencial.
Então, convido a todos, simpatizantes e apaixonados pelo ato de educar, a participarem desse processo e a fomentar aspectos práticos e teóricos que norteiam o ofício do professor de Língua Portuguesa.